terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Rotinas

Lembro-me que quando o M. nasceu, uma das minhas maiores preocupações era o que lhe fazer enquanto eu tomava banho. Quando perguntei isto à minha irmã, mãe e educadora de infância experiente, respondeu-me com um ar de quase gozo "O que lhe fazes como? Então! Fica na cama dele!"
Óbvio.
Mais óbvio ainda quando se trata de um recém-nascido que dorme 80% do tempo.
No entanto, eles crescem :D
A minha rotina matinal é de uma disciplina férrea, caso contrário não consigo chegar a horas. Apesar de ter as duas horas até o m. ter 1 ano, gozo-as da parte da tarde, para poder passar mais tempo com ele. Assim sendo, enquanto eu tomo banho, ele fica na cama dele, já acordado e de barriga cheia, falando alegremente para os bonecos. É raríssimo chorar. Habituámo-nos a esta rotina, porque estou absolutamente convicta disto, os bebés precisam de rotinas ainda mais do que nós e tudo o que saia daquele padrão pode desorganizá-los um bocadinho, gerando birras e choros.
Nunca concordei com a ideia de levar os bebés para a casa de banho, acho que os miudos têm de ter tempos em que estão sozinhos e as mães mais ainda! Acho sem dúvida preferível nestas idades em que já se mexem e gatinham pôr uma cancela no quarto deles já devidamente passado a pente fino em questões de segurança, umas mantas no chão e deixá-los à vontade. Eu só não deixo o M. no chão porque ele às vezes dormita mais um bocadinho enquanto eu me visto :D

43 comentários:

Pimpinelas disse...

Mas levam-se bebés para a casa de banho??

Anónimo disse...

O pior é quando eles gritam e berram enquanto estamos a tomar banho. Ou sugeres que se deixe a pobre da criancinha a berrar desalmadamente e a pensar que foi abandonada? Isso não tem nada a ver com rotinas, tiveste sorte porque o teu puto nunca se queixou!

Maria

Sara disse...

Maria
Eles gritam e berram de qualquer forma, seja quando estamos no banho ou noutra circunstância qualquer. Quando voltamos para junto deles, cabe-nos a nós reconfortá-los e dizer-lhes que estamos ali e gostamos muito deles para eles se sentirem seguros novamente. O meu puto não se queixa quando estou no banho, mas queixa-se quando estou a fazer outras coisas em casa e queixa-se bem alto.Agora não é por isso que eu acho certo andar com ele agarrado a mim para cada divisão da casa. É fundamental para a organização psíquica deles saberem estar sozinhos e mais, chorarem, e lidarem com a frustração, desde que mais tarde sejam devidamente confortados e acarinhados.

Anónimo disse...

Sara,
Um bebé não sabe lidar com a frustração, nem vai aprender dessa forma. Isso são teorias que já foram refutadas há muitos anos. O choro dos bebés já foi estudado o suficiente para se saber que uma criança que é deixada a chorar constantemente por médios a longos períodos de tempo tem mais probabilidade de desenvolver problemas de segurança e baixa auto-estima. Os bebés cujo choro é de imediato atendido são por regra crianças e adultos mais seguros e com maior sentimento de amor próprio.

Se um bebé chora é porque está a comunicar alguma coisa e ignorar isso não é "bom para que eles aprendam", é apenas ensiná-los que os estão a ignorar.

Maria

Sara disse...

Maria
Uma coisa é deixar um bebé aos berros durante uma hora sem qualquer apoio ou sem ver a mãe,outra coisa diferente é sair da sala por um periodo curto (o suficiente para se tomar banho por exemplo) e quando se volta, reconfortar o bebé caso ele esteja aflito.
Eu não estou a dizer para os ignorarmos agora, estarmos sempre em cima deles também não é benéfico porque como deve saber é fundamental para eles a organização do conceito de permanência do objecto , ou seja, saberem que, pela mãe sair da sala não quer dizer que a mãe tenha desaparecido para sempre. Daí a importância dos jogos de "esconde-esconde".
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Anónimo disse...

Sara,
Também não estou a defender que se esteja sempre em cima da criança. É fundamental que ela aprenda a estar sozinha, sim, mas quando está tranquila. Há psicólogos que asseguram que quando se deixa de atender o choro de um bebé depois de três minutos, algo profundo se quebra na integridade deles, assim como na confiança no regresso dos pais.
Não esquecer que estamos a falar de bebés, profundamente dependentes dos pais e não só para sobreviver, mas também para aprender, para crescer, imitando, observando, interagindo.

Um banho nunca demora menos de 10 minutos, e isso parece-me tempo demasiado para se deixar um bebé de meses a chorar sozinho.

Maria

Mafalda disse...

ó p'la amor de Deus!!! então sugere-se que nenhuma mãe que tenha de ficar sozinha com o bebé faça o que quer que seja que a afaste dele mais de 3 minutos??? ou ele pode ficar com a integridade quebrada??? é que se é assim coitados dos bebés que têm irmãos mais velhos dos quais as mães também se têm de ocupar!!!

Cibele Chaves disse...

Desculpem meter-me na conversa mas e então nesse caso o que fazemos?
Não tomamos banho?
Levar a criança para a casa de banho também não me parece certo...
Por vezes aproveito quando a bébe está a dormir para tomar banho, ou então faço exactamente o que a Sara faz.
Quando por acaso a ouço a querer choramingar o que faço é despachar-me!
Por enquanto tenho gerido bem as coisa desta forma ou talvez tenha sorte de a minha filha não ser muito chorona.

Anónimo disse...

mafalda,

Não se trata de não se deixar o bebé sozinho durante mais de 3 minutos, mas sim de não se deixar um bebé a chorar mais de 3 minutos. Obviamente que há excepções. Estou a falar de deixar uma criança pequena de meses a chorar durante todo o tempo em que a mãe toma banho, que é seguramente mais do que 3 minutos. Se o bebé não chorar e não se importar em ficar sozinho não tem nada de mal deixá-lo no berço ou a brincar, mas se estiver a chorar, que mal tem levá-lo para a casa de banho? Ou então em nos despacharmos enquanto a criança começa a choramingar? A questão aqui é que há bebés e bebés e muitos que conheço não ficam sozinhos esse tempo todo, choram mesmo muito e aí não me parece correcto deixá-los por norma a chorar esse tempo todo.

Claro que há medida que a criança vai crescendo isto muda porque eles também começam a perceber melhor as coisas e a não ser tão dependentes!

O meu ponto de discórdia com o que contou a Sara foi ela dizer que era uma questão de rotina. Não acho que tenha nada a ver com isso, no caso dela, resultou porque o bebé era calmo!

Maria

stern disse...

eu por acaso tb não gosto de deixar o meu bebé sozinho, não gosto e não deixo. Ele até nem é chorão mas para onde eu for ele tb vai. Se o meu marido está em casa eu tomo banho e deixo-o com o pai, mas se não está eu levo-o comigo para a casa de banho.
Claro que se ele está no quarto e eu tenho que ir á cozinha buscar um copo de água não o levo comigo, mas se vou fazer alguma coisa que demore mais tempo ele tb vai.
É assim que eu me sinto bem e aliás como tenho animais acho que é mais seguro.
Mas cada um tem as suas rotinas e sabe o que é melhor para si e para os seus filhos.

morgy disse...

"Parece que não se entretém com nada, quer estar sempre ao pé de nós e a única forma que temos para ele não protestar, é mantê-lo de pé agarrado a qualquer coisa."

Eu acho que tens tido a sorte de o M ser um menino muito calmo, mas e se estas birras que agora contas tivessem começado há mais tempo? E se ele fizer esta birra logo depois do biberão? Irias sentir-te bem a ir tomar banho enquanto ele ficava de pé na cama, agarrado às grades, a chorar baba e ranho e a gritar bem alto por não ficares ali ao pé dele?

Anónimo disse...

Estavas era mal habituada!
Isabel

Anónimo disse...

O puto está é farto de ser ignorado! :|

Rui

Supertatas disse...

o minusculo de manhã está sempre bem disposto e fica muito bem sozinho, a brincar, no chao, na cama, ou no parque, mas nunca a dormir.
numa coisa tens tido sempre muita sorte, o M. dorme muito bem em qualquer lugar e sem ajuda, tens muita sorte mesmo que ele não lute contra o sono. o minusculo sempre lutou, quase nunca
adormece sozinho e qt mais cansado está pior é fita, e agora com os dentes acorda durante a noite, antes voltava a adormecer, mas agora percorre toda a cama e "perde-se" da chucha e chora muito, tenho que me levantar todas as noites, às vezes duas e três vezes.
ainda assim, e por outros bebes que conheço e outros blogs que leio tenho noção que tenho sorte com o bebe que tenho, muita mesmo ; ) porque fora o ter que o adormecer ao colo, o ter que estar ao pé dele na sala enquanto ele brinca e eu vejo a anatomia de grey ou assim, ou levá-lo para dentro de um alguidar com uma colher de pau enquanto arrumo a cozinha e lavo a loiça etc ele porta-se bem, consigo levá-lo para restaurantes, para casa de outras pessoas, a passar fins-de-semana fora de casa, férias etc porque há pessoas que nem isso conseguem

May disse...

Tal como a Tatas, cedo ganhei consciência que tive muita sorte com o meu filho: porta-se bem na rua, nas férias, nos restaurantes e nas casas das outras pessoas. E ainda com o bónus de não resistir muito para fazer as sestas, não é nada mau. Já não o adormeço ao colo, adormeço-o na cama dele a cantar e a fazer-lhe festas, mas claro que também faz as suas birras, é normal, é um bebé!

Em casa entretém-se bem de manhã a brincar sozinho enquanto eu vou comer ou faço outras coisas, mas normalmente só vou tomar banho quando ele dorme a primeira sesta. Prefiro assim não vá ele chatear-se enquanto estou na banheira, cheia de espuma e ter que sair de lá disparada. Prefiro tomar um banho calmamente enquanto ele dorme, mas isso sou eu que estou em casa. Se estivesse a trabalhar teria que arranjar outro esquema, mas deixá-lo a chorar é que nem pensar. E também tenho plena consciência que há outros bebés que choram muito e que nunca querem ficar sozinhos. Quando o Tiago era mais pequeno nunca consegui que ele ficasse sozinho para eu poder tomar banho, por isso, cheguei a levá-lo para a casa-de-banho e sinceramente não vejo qual o mal nisso.

Sara disse...

Em primeiro lugar quando falo de rotina (e este primeiro ponto é sobretudo para a Morgy) falo das manhãs,em que o Manel está bem disposto. As birras de que falei são geralmente ao final da tarde, depois de vir da creche.
Em segundo lugar, também reconheço que tenho muita sorte porque o Manel é um bebé calmo (tem sido pelo menos) mais calmo do que muitos dos bebés das minhas "colegas" de blog. O que quero reforçar, é que sempre o habituei assim, desde recém nascido e acho que isso tem importência. Mas não critico quem faça de outra forma, ainda que eu não o fizesse, pelo menos não por hábito. É evidente que, se estivesse em casa com ele, e ele estivesse muito chorão, optava por esperar que ele estivesse a dormir, mas por norma, não o faria.
Finalmente e para o Rui, é evidente que eu não ignoro o meu filho.
Cada pai tem a sua forma de lidar com o bebé que tem em casa, o que tem a ver com o temperamento do pai/mãe e do próprio bebé mas há uma coisa que não nos podemos esquecer: os hábitos (bons, maus e discutiveis) imprimem-se desde a nascença.

Charlotte disse...

Uma das coisas que mexe bastante comigo é o choro de um bebé, que seja ou não, o meio de comunicação deles não consigo deixá-lo algum tempo nessa ladainha desesperante enquanto faço uma ou outra tarefa... de modo que qd ia tomar banho levava-o na espreguiçadeira para a casa-de-banho... era mais fácil sair do duche e tê-lo ali á mão do que atravessar a casa toda cheia de espuma enquanto ele berrava num outro compartimento...
Mas, enfim cada um safasse como pode...;)

Supertatas disse...

" os hábitos (bons, maus e discutiveis) imprimem-se desde a nascença." - eu SEMPRE tentei desde o dia UM que ele adormecesse sozinho, com mil e uma técnicas e tal nunca aconteceu ; )

tal como diz a charlote tb não consigo ouvir um bebe chorar, e se tal me acontecesse, se não estivesse em casa e ele fizesse birras tremendas acho que optaria por tomar banho à noite ou tornar-me hippie :D

Sara disse...

Mas tatas, tu achas que eu sou capaz de ouvir o Manel a chorar e ficar calmamente a fazer o que estou a fazer ? A questão é que há choros e choros!

Por favor, as pessoas escrevem coisas que até me fazem parecer um ogre!

Supertatas disse...

mas claro que não, a questão aqui é que as pessoas não sabem que o manel não chora como chora o minusculo, por exemplo, e isto é desde sempre.
eu lembro-me do manel no verão mto sossegado na sua espreguiçadeira a usufruir do sol enquanto que o minusculo ainda com dois meses já tentava a todo o custo sair da sua e já chorava para todos os que passavam para o tirarem de lá.
eu lembro-me de ainda há 15 dias qd fomos ao oceanário e almoçar o manel qd ficou com sono encostou-se e adormeceu, o minúsculo, embora podre, só rendeu qd chegou a casa às 19 depois de tudo bem visto e explorado - e isto é uma questão de temperamento e não de hábitos e rotinas.
eu acredito que existam bebés tão impossíveis que uma mãe desesperada até o leve ao colo qd vai fazer xixi. eu muito quero acreditar que ninguém o faz por paranoia mas sim por necessidade extrema.

Cibele Chaves disse...

"...Por favor, as pessoas escrevem coisas que até me fazem parecer um ogre!"- Eu não acho nada disso :)
A Raquel ainda só tem 3 meses mas pelo que contas do teu Manel (seria esse o nome do meu filho se fosse rapaz) acho que ela vai ser do mesmo estilo por isso percebo perfeitamente o que queres dizer :)

morgy disse...

Exactamente por não acreditar que deixes o M a chorar é que deixei aquele comentário :)
Eu também acredito nisso das rotinas, e por isso me esforcei tanto por ensinar o miúdo a dormir e a levá-lo para todo o lado a ver se se habituava.
Mas rotinas à parte também conta muito a personalidade deles, e eles começam a revelá-la logo nos primeiros meses. O Gabriel é assim mais como o Minusculo, mas pior ainda ;) Aliás a tatas bem te pode contar a cena que foi na natação.
E já fui umas quantas vezes fazer xixi com o miúdo no sling, só dormia no sling, se o tirasse acordava e chorava. Eu precisava de fazer xixi e não era um miúdo pendurado no sling que me iria impedir de fazer isso.
Acima de tudo acho que é importante um meio termo entre criar a independência deles e tê-los sempre connosco, afinal foi dentro de nós que passaram nove meses e só cerca de 9 meses cá fora é que começam a perceber que não fazem parte do nosso corpo e são uma entidade única.

morgy disse...

e para a Pimpinelas que está agora no início da aventura: eu também só me apercebi que às vezes se levam bebés para a casa de banho depois do meu nascer, antes disso isto parecia-me uma ideia estranhissima ;)

Sonia&Mi disse...

Adorei ler cada comentário, até me ri com algumas das afirmações. Eu estou no meio das que tiveram mta e das que não tiveram mta sorte. A Mi não faz birras, quando saí à rua adormece em 3 tempos, na casa dos outros é afável e dorme quando tem sono, não altera o comportamento só porque mudou a rotina; mas no que diz respeito a perder de vista o "objecto de amor" aí a conversa é outra. Eu levo-a para a casa de banho p tomar banho e muitas xs até para fazer xixi. Ela gatinha e depressa, mas quando me deixa de ver fica estática, chora , soluça, fica vermelha e toda transpirada e ao invês de ir ter comigo pq sabe o caminho, não, fica ali, a deixar-se ir "atrás do choro". Posto isto é muiiito raro ela deixar-me por mais do que 1 ou 2 minutos. Não a acustumei assim, até pq antes de ir p os Açores tomava banho, e tinha mais autonomia, agora que ela já se sente angustiada com a "separação" o choro é constante.

Acho que as rotinas mais do que nós, são eles que as fazem. E tem de partir do bom senso de cada um o tipo de choro e o tempo que a criança chora.

beijinhos

Francisca disse...

Epá uma pessoa tem de tomar banho. E acredito que a Sara deixe o filho chorar desalmadamente enquanto toma banho. E sinceramente, acho que levar o bebé para a casa de banho não é muito bom. O melhor mesmo é conciliar o banho com um período em que o bebé esteja calmo ou a dormir.

Francisca disse...

Peço desculpa... onde diz "E acredito que a Sara deixe o filho chorar desalmadamente enquanto toma banho." deveria estar escrito: "E acredito que a Sara NÃO deixe o filho chorar desalmadamente enquanto toma banho."

Anónimo disse...

Já agora boa noite!!
Sou mãe de uma menina de 5 meses, e li com muita atenção todos os comentários que foram deixados, e sendo mãe de «primeira maré» leio tudo para poder ser «a melhor mãe da Madalena», mas quanto às rotinas tenho algo muito pessoal, e portanto nenhum concelho a dar, apenas partilhar experiência!
A minha filhota nunca foi muito chorona, é daquelas que apenas dá o alerta, quando está com fome, com sono ou com a fralda suja, mas entre os 3 e os 4 meses, chorava dia e noite e eu também pois não sabia o que se passava com ela... foi um desespero... resumindo o que a Madalena tinha era falta de rotinas (pediatricamente aconselhado), precisava da segurança de uma hora para comer, outra de brincar, outra de tomar banho, outra de dormir, etc. Faltavava-lhe a segurança de saber com o que contar!! O bebé por ser pequenino necessita da segurança da mãe e do pai, óbvio, mas também de uma rotina de vida, flexível, óbvio também, daí muitas vezes faltar o banho da Madalena pois vem cansada da creche, etc... Mas as rotinas são fundamentais. Senão vejam as creches, se assim, não fosse como tomariam conta dos bebés???
E quanto a deixar-se o bebé chorar, desculpem se irei chocar sensibilidades, mas é de pequenino que se educa, e educa bem! Quando se fala de um bebé a chorar, não se pode entrar em fundamentalismos , nem em psicologias (as quais respeito muito) , pois de certeza que toda a gente se lembra das famosas «cólicas», e então o bebé não chegava a estar às meias-horas aos gritos???!!! a minha sim, e não havia nada, fisicamente humano, que eu pudesse fazer, para além das benditas(malditas)massagens e/ ou sonda de bebegel, muito colo e carinho!! E olhem que foi muito desesperante, não quero voltar a reviver, pelo menos nos próximos 3 anos!!! :-)
Portanto desculpem, mas é histerismo a teoria dos 3 minutos a chorar!!! Claro que ninguém deixa os filhos a chorar intencionalmente, mas às vezes acontece e não é por isso que não se torna nunca criança com uma forte personalidade e alta auto-estima! Para isso é que estamos cá! A minha filha chorou bem mais que 3 minutos nos seus 5 meses bem feitos, e segunda a educadora, e apenas tendo 5 meses, auto-estima é o que não lhe falta, e aquela miuda tem uma personalidade muito própria, é a chamada «senhora do seu nariz». Portanto, levar para a casa-de-banho?, normal, ficar no berço?, também, chorar 10 minutos? dizem os antigos, «que serve para alargar os pulmões»! Eu não subestimo as minha avós, pois no tempo delas não havia nada, e lá de dor entendem elas (abençoada epidural!)
De choro de bebés acredito que entendam mais!!!...
Ler sim, informar-mo-nos também, mas muito bom senso e instinto de mãe muito à mistura!
Parabéns aos bloguistas que participam e torna a vida na internet muito melhor!
Patrícia

ritar disse...

parece me bastante sensato, tanto o post original como o último comentário :-)é humanamente impossível para uma mãe sozinha em casa com o seu filhote não o deixar chorar de vez em quando. mesmo que se organize o banho e as "nossas coisas", há todo um leque de tarefas que nem sempre encaixam nas sestas. ou quando eles querem comer, a preparação do biberon é feita no momento, por muito que lhes apetecesse tê-los disponíveis imediatamente!
e quanto às rotinas, fez todo o sentido o último comentário, para mim, mãe do sebastião com 3 meses e meio. desde pequenino que estabelecemos uma rotina para o dormir à noite e ele dorme pelo menos 8h desde que tem 1 mês. durante o dia tenho deixado as coisas acontecer e tem sido mais dificil de gerir. não é impôr militarmente um horário mas de facto, como já se vai percebendo as necessidades dos nossos fiçhotes, cabe-nos, e ajuda-nos tb, estruturar o dia.
:-)
(custa-me, na democracia que é o mundo dos blogues, ler comentários que transparecem uma quase agressividade e antipatia. parece-me despropositado)
r

morgy disse...

epá, em relação aos últimos comentários só tenho a dizer que quando o meu filho tinha 3 meses, ou quando tinha 5 era muito mais fácil mantê-lo satisfeito hehe A dificuldade está quando começam a saber que são únicos e percebem que podem fazer "tudo" o que querem, a deslocar-se, a mexer :)
Muito boa sorte a estas mães, espero de todo o coração que consigam manter as coisas como estão sempre ;) (mas sinceramente, hehe duvido muito!)

Charlotte disse...

Bolas, que este post deu pano p/ mangas;))

Ana Rute Cavaco disse...

ena, tantos comentários...nem sei que dizer, mas apetece-me acrescentar alguma coisa sem parecer fundamentalista, insensível ou arrogante. em primeiro lugar, percebo que há muitas mães a comentar que são só mães de um filho. quando se tem um só, parece-me que se podem tomar muitas opções.

a mim nunca tal me passou pela cabeça, na minha primeira filha, levá-la comigo para a casa-de-banho. e ela não era propriamente uma criança calma durante o dia. levá-la para a casa de banho só mesmo para faezr vapores quando estava doente, a conselho da pediatra.

com dois e três filhos agora, se às vezes não chorarem, minhas amiga, eu não tomava banho e andava de pijama o dia todo. as criancinhas não ficam traumatizadas se chorarem um bocadinho, minha nossa. haja bom senso, acima de tudo.

Ana Rute Cavaco disse...

só mais uma coisa: a sorte é relativa...tudo se educa. tenho uma filha de 3 anos e meio, outra de 15 meses e outro com 3 meses. não acho coincidência que TODOS durmam bem as noites. não acho mesmo.

(e não os abandono a chorar, ensino-os a dormir, a consolarem-se, a encontrarem na sua cama o seu espaço de conforto. e levam muito colo quando precisam)

Carla disse...

ana rute cavaco,

Já agora não quer partilhar as suas técnicas para ensinar os bebés a adormecer sozinhos sem os deixar a chorar?

Talvez fosse interessante. Eu gostava de aprender para quando tiver filhos.
Obrigada

Ana Rute Cavaco disse...

Carla,
Não acredito em fórmulas mágicas mas vi muitos programas da Tracy Hogg na minha primeira gravidez. Os conselhos dela com muito bom senso misturado têm resultado na perfeição.

morgy disse...

Também usei as dicas da Tracy Hogg com o Gabriel, foi fácil porque instintivamente já estava a fazer praticamente tudo o que ela aconselha.
O livro dela ajudou-me tanto que o recomendo a todas as mamãs à minha volta.
"Secrets of the Baby Whisperer: How to Calm, Connect and Communicate with Your Baby (Paperback)"
http://www.amazon.co.uk/Secrets-Baby-Whisperer-Connect-Communicate/dp/0091857023/ref=pd_bxgy_b_img_b?ie=UTF8&coliid=I2WRJLQ4J0T6V3&colid=1WS9JWOTVF7FJ

Carla & Repolha disse...

quando estão constipados é tiro e queda um tempinho na casa de banho enquanto a mãe se banha...

rotinas são boas - excepções essenciais!

e antes eles do que eu a chorar! 3 minutos?! lol - estaria bem arrumada agora se na época n a tivesse deixado chorar + do que 3 min.

opinião muitíssimo pessoal: acidentes acontecem (não só a eles) e há imensas horas para os habituar a estarem bocadinhos sozinhos, coisa q tb fiz e q tem vários benefícios como conseguir brincar sozinha no quarto porque lhe apetece.

sbr adormecerem sozinhos: nada mais fácil. é só pô-los na cama desde o primeiro dia de vida quando chega a hora de dormir... (e nesta regra convém existirem poucas excepções). Os humanos são mesmo animais de hábitos.

arute - acredito tb na genética lol; a minha gosta de dormir! e os pais agradecem porque tb gostam muito :)

ps: desculpa a intromissão

Su disse...

Só cheguei agora a este post, mas não quero deixar de comentar.

Com o miúdo era a loucura! Chorava que se desalmava, eu mãe insegura chorava também, tinha de tomar banho por partes, tipo perna esquerda lavada e corrida para acalmar o seu choro, várias tentivas frustradas para enfiar o carrinho dentro da casa de banho, pedidos à vizinha para ficar com ele só um bocadinho, etc, etc...

Com a miúda, o oposto! Mãe muito mais calma, miúda muito mais calma! "Agora espera minha linda, que a mamã vai para o banho!" E ela esperava... ela às vezes chorava e eu cantava enquanto me ensaboava!

se eu soubesse que era só pedir...

Fora de brincadeira, porque é que as pessoas tendem a ver os outros por um só prisma?

Beijinhos e parabéns pelo blog!

InêsN disse...

bem, depois destes comentários todos eu nem me atrevo a dizer nada...

(só de pensar no que passei e fiz quando a sara era bebé...)

(um ogre sou eu, sara!!)

;p

Paula disse...

sara, optei por tomar banho à noite enquanto ele dormia profundamente. agora que ele já está mais crescido (e porque detesto tomar banho antes de ir dormir) fica aqui a jogar no pc ou, como fez no outro dia, entra na casa de banho com uns brinquedos na mão e ali fica a brincar. mas se tu e o m. já se entenderam em relação a isso, melhor para vocês dois.

Anónimo disse...

32. Ignorar as lágrimas de seu filho podem causar prejuízos para a vida inteira Mar 30, '06 3:53 PM
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Especialista em saúde mental alerta que os conselhos populares para ignorar as lágrimas de seu filho podem causar prejuízos para a vida inteira.

Programas como Super nanny (Jo Frost) e livros como o de Dr. Spock, Dr. Ferber, Gina Ford ou Dr. Estivill podem sabotar o desenvolvimento de uma criança, com o reconhecimento de que conselhos de que uma criança deve ser deixada chorando pode causar danos psicológicos.

Quando se trata de debate quente entre multidões no mundo sobre como é a melhor maneira de criar um bebê, há uma nova teoria que usa escaneamentos cerebrais para argumentar que o choro controlado ( treinamento para dormir) não somente danifica os cérebro dos bebês como também produz adultos raivosos e ansiosos.

Nota: o psicólogo Abraham le Roux de Cape Town aponta que os resultados de forçar os bebês a se auto confortarem ( necessário para o treinamento de dormir), são tambem seriamente preocupantes. Mais tarde como adultos essas pessoas deverão continuar a se autoacalmar, e os calmantes usados podem incluir álcool, drogas, comer demais compulsivamente, obscessão por sexo, etc.

Se você ignora o choro de uma criança, mandam-os calar a boca ou coloca-os em um quarto sozinho, você pode causar danos sérios em seu cérebro em um nível q pode resultar em neurose severa e problemas emocionais mais tarde na vida, disse a profa. Margot Suderland.

Sunderland é uma especialista em deselvolvimento do cérebro infantil chefe e uma autora conselheira da British Medical Association que já escreveu mais de 20 livros sobre saúde mental infantil.

Baseado em seus estudos de 4 anos de escaneamento cerebral e pesquisas científicas, Sunderland roga aos pais para que rejeitem as teorias modernas de especialistas em bebês como Gina Ford e Jo Frost do programa Supernanny, que pregam disciplina rígida, rotina e "choro controlado".

O livro de Suderland, “A Ciência de criar os filhos” (The science of parenting) sera publicado no final de 2006 pela editora Dorling Kindersley na Inglaterra. Fornece um guia passo a passo sobre como reagir a toda mudança de humor de uma criança, até mesmo a melhor maneira de abraçar um bebê incomodado.

A verdade crua é que o estresse não confortado pode causar danos ao cérebro em desenvolvimento da criança , disse a prof. Sunderland, que é diretora de educação e treinamento no Centro para Saúde Mental infantil em Londres. Ela acredita que os pais frequentemente não dão reconhecimento adequado às aflições dos seus filhos.

Enquanto a importância do toque, afagos e acalmar fisicamente seus bebês é soberana, ela tambem alerta os pais dos perigos de tentar minimizar a raiva e estresse emocional dos seus filhos

Os pais não deveriam nunca tentar persuadir seus filhos de parar de sentir alguma emoção, ela diz. Mesmo que seu filho esteja vendo uma situação de um jeito completamente diferente do seu, é importante provar a eles sua empatia através de linguagem e expressões faciais.

"Se seu filho está angustiado, você vai piorar e não reduzir sua sensação de incômodo se não levá-lo a sério, do mesmo modo que gostaria que fizessem com seu incômodo.”

Tentar levantar-lhe os espíritos vai resultar em que ele internalise seus estresses, o que vai custar aos seus corpos e cérebros o mesmo que um choro não consolado. Sunderland tambem acredita que os pais frequentemente tentam inconscientemente disciplinar seus filhos através do medo e da vergonha.
Esse método pode produzir resultados rápidos e os pais geralmente não entendem o que estão fazendo, ela diz. Mas o preço num cérebro em desenvolvimento da criança pode ser muito caro, e deixar um legado de ansiedade e fobia social para a vida toda".
"É fácil demais “quebrar” uma criança". Ao invés disso, Suderland encoraja os pais a serem muito emocionais e felizes quando seu filho se comporta bem e muito racionais e claros quando se comportam mal.
Sunderland acredita q os pais que usam palavras de briga e frases que exigem obediência absoluta e imediata vão criar uma criança rebelde , enquanto palavras pensadas, que ativam seus cérebros dando-lhes uma escolha, vão neutralizar o de estados intensos de despertares emocionais.
Com frequencia, por outro lado, Sunderland aconselha que palavras nao são necessárias e que abraçar calmamente a criança que está se recusando a ouvir é o bastante. " “Às vezes o cérebro da criança está super superestimulado para responder à linguagem e um toque quente e amoroso é a única coisa que pode acalmá-los sem conflito.

Sunderland oferece os seguintes conselhos aos pais:
- Não tente mudar as emoções da criança, mesmo que você ache que essas emoções sejam extremas e irracionais para sentir.
- Não minimize suas emoções: mostre através do toque, tom de voz e expressões faciais que voce entende a intensidade e qualidade daquilo que estão passando.
- Seja seu apoio emocional: seja agradável e calmo.
- Abrace-os: o toque é vital para acalmar e suavizar uma criança.

Leitura recomendada:
Gerhardt, Sue. (2004) "Why Love Matters: How Affection Shapes Your
Baby's Brain", Brunner Routledge, New York and Hove

Professor Sunderland pode ser contactada em:

Margot Sunderland

The Centre for Child Mental Health

2 - 18 Britannia Row

Islington

London

N1 8PA

http://www.childmentalhealthcentre.org

Anónimo disse...

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Blog Entry 3. Deixar o bebe chorar, sim, não!! Jan 19, '05 3:25 PM
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Escrito pelo conceituado pediatra Dr. Sears, que é também pai de 8 filhos

"No topo da minha lista de conselhos inúteis, está um que todos os pais praticamente ouvem, é deixar o bebê chorar para dormir. Para ver como esse conselho é ignorante, vamos analizar cada palavra nessa relação mamãe-bebê"

"Se pelo menos o meu bebê pudesse falar em vez de chorar eu saberia o que ele quer" diz Janet, mãe de um bebê exigente e choroso. "Seu bebê pode falar", nós dizemos. "A chave para entender é aprender a ouvir. Quando você aprende a lingüagem especial do choro do seu bebê, você será capaz de responder sensivelmente. Aqui algumas dicas que ajudarão a descobrir o que o seu bebê está tentando dizer com o choro.

O choro não é apenas um som, é um sinal, projetado para a sobrevivência do bebê e desenvolvimento dos pais. não responder ao choro faz com que ambos, bebê e pais, percam. Vejam porque. Nos primeiros meses de vida, bebês não conseguem verbalizar suas necessidades. Para preencher essa lacuna até que o bebê possa falar sua lingua, bebês têm uma linguagem única chamada "choro".

Bebês sentem uma necessidade, como fome ou necessidade de ser confortado quando angustiado, e essa necessidade desencadeia um som que chamamos choro. O bebê não pensa na sua cabecinha: "São 3 da manhã, e eu acho que vou acordar mamãe para um leitinho". não! Esse raciocínio defeituoso está pondo uma interpretação de adulto na cabeça de um bebezinho. Além disso, bebês não têm a capacidade mental de entender porque os pais responderiam ao seu choro às 3 da tarde mas não às 3 da manhã. O choro do recém-nascido está dizendo: Eu preciso de algo, alguma coisa não está certa aqui. Por favor me ajude a consertar."

Um dos conselhos mais ouvidos, e um dos piores, é "deixe seu bebê chorar sozinho"!. Para ver como é inútil e até perigoso esse conselho, vamos analizar cada palavra na relação mamãe-bebê.

"Deixe seu bebê". - Alguém que não tem conexão biológica com seu bebê, não o conhece nem investe nada nele, e nem está lá às 3 da manhã quando o bebê chora, tem a coragam de te aconselhar como responder (ou não) ao choro do seu bebê. O choro tem um propósito maravilhoso. Considere o que aconteceria se o bebê não chorasse.

Ele está com fome mas não acorda ("Ele dorme a noite toda, vangloriam-se pais de um bebê treinado a dormir com o método do choro). Ele está com dor, mas não comunica a ninguém. Essa falta de comunicação é conhecida no fim como "falência para prosperar" "Prosperar" significa não somente ganhar peso, mas crescer ao máximo potencial emocionalmente, fisicamente e intelectualmente.

"Chorar" - não é somente para o bebê que o choro tem um propósito maravilhoso; é também muito útil para os pais, especialmente para mãe. Quando uma mãe ouve seu bebê chorar, o fluxo de sangue aumenta em direção aos seios, acompanhado de uma compulsão biológica imensa de pegar o bebê e amamentá-lo. (amamentar no sentido de confortar, não somente de alimentar). Como um bônus biológico, os hormônios maternais liberados quando o bebê amamenta relaxam a mãe, então ela fica menos tensa e mais cuidadosa em resposta às necessiaddes do bebê. Essas mudanças biológicas - parte do propósito da comunicação mãe-bebê - explicam porque é fácil para alguém de fora aconselhar a deixar seu bebê chorando, mas é muito difícil para você fazer isso. O conselho é contra-produtivo e não é biologicamente correto.

"Chorar"" - Considere o que exatamente é isso. "Deixar chorar" é um hábito adequado? Provavelmente não, porque para os bebês chorar não é um ato de diversão. E, ao contrário do pensamento popular, chorar não é "bom para os pulmoes do bebê". Essa crença não é fisiologicamente correta. O choro é uma necessidade emocional e física. Algo não está certo e o único jeito do bebê nos falar é pelo choro, nos pedindo para "consertar". Nos primeiros meses, considere os choros do bebê com um sinal de alguma necessidade - comunicação, e não manipulação.

Dica aos pais: bebês choram para comunicar - não para manipular.

"Sozinho" - O que isso significa de verdade? O que acontece para o bebê, para os pais e para a relação entre eles quando um bebê é deixado chorando sozinho? Uma vez que o choro é a linguagem do bebê, uma ferramenta de comunicação, o bebê tem duas escollhas se ninguém o escutar. Ele pode chorar mais e mais alto, mais forte, e produzir sons bem perturbadores, ou ele pode se calar e se tornar um "bom bebê " (significando "quieto"). Se ninguém escutar, ele vai se tornar um bebê muito desencorajado. Ele vai aprender uma coisa que você não quer que ele faça: vai aprender que ele não pode se comunicar.

O bebê perde a confiança no valor do seu sinal do choro - e talvez também perca confiança na correspondência das pessoas que tomam conta dele. Não somente o sinal vital do bebê se "perdeu", mas um ingrediente importantíssimo na relação pais-filhos se perde também - a sensibilidade! Quando você responde intuitivamente às necessidades do seu bebê, quando você trata o choro como uma "pista":- bebê chora, você responde, e faz isso centenas de vezes nos primeiros meses, o bebê aprende a dar a "pista" melhor (o choro se torna menos e menos ruidoso e adquire uma qualidade comunicativa como se o bebê aprendesse a "falar melhor"). Do outro lado da moeda da comunicação mãe-bebê, você aprende a "ler" o choro do seu bebê e a responder apropriadamente (sabendo quando dizer "sim" e quando dizer "não" e o quanto você precisa ser rápida).

Com o tempo você aprende a razão fundamental da sensibilidade ao choro: ler a linguagem corporal do bebê e responder aos seus sinais ANTES do choro, de maneira que o bebê nem sempre terá que chorar para comunicar uma necessidade.

Agora vamos analisar o que acontece quando você "endurece seu coração" e vê o choro do bebê como controle e não como uma ferramenta de comunicação, e ignora o choro do bebê. Quando você vai contra seus instintos biológicos, você se desensibiliza a si mesma em relação aos sinais do bebê e suas respostas instintivas.

Eventualmente, o choro passa a te perturbar. você perde a confiança nos sinais do bebê, e perde a confiança na sua própria habilidade de entender a linguagem primitiva do bebê. Uma distância cada vez maior ocorre entre você e o bebê, e você corre o risco de se tornar o que os pediatras chamam de: doutor-me-diga-o-que-fazer. Você lê um livro em vez de ler o seu bebê. Então, não ouvir e responder com sensibilidade ao choro do bebê é uma situação em que todos perdem. O bebê perde a confiança nas pessoas que tomam conta dele, e quem toma conta dele perde a confiança na sua própria sensibilidade.

A mãe perdeu a confiança nela mesma. Para ilustrar como uma mãe pode enfraquecer o dom natural da sensibilidade ao bebê quando ela se deixa levar por conselhos errados, uma mãe veterana recentemente nos contou essa história.

"Eu fui visitar minha amiga que teve bebê. Enquanto estávamos falando, sua bebê de 3 semanas de vida começou a chorar em outra sala. O bebê continou chorando, mais forte e mais alto. Eu estava quase me levantando e indo eu mesma confortar o bebê. O choro do bebê não a incomodou, mas incomodava a mim. Meus seios quase começaram a jorrar leite! Ainda assim minha amiga parecia não ouvir os sinais do bebê. Finalmente, eu não consegui aguentar mais e disse: "Tudo bem, vá lá atender seu bebê, nós podemos conversar mais tarde" Ela respondeu, "não, ainda não é hora de mamar". Sem acreditar, eu perguntei: "Mary, onde foi que te deram esse conselho tão prejudicial?" "Numa aula de treinamento de bebês na igreja," ela insistiu orgulhosa. "Eu quero que meu bebê aprenda que EU estou no controle, e não ele."

Essa mãe de primeira viagem, querendo fazer o melhor para o seu bebê e acreditando que estava sendo uma boa mãe, permitiu-se sucumbir aos profetas dos conselhos ruins, e estava perdendo toda a sua sensibilidade natural em relação ao seu bebê. Ela está começando sua carreira em maternidade com uma distância cada vez maior entre ela e seu bebê. O par mãe-filho estava se "desconectando".

Este artigo, original em inglês, pode ser lido em http://www.askdrsears.com/html/5/t051200.asp#t051205


Tradução: Andreia Mortensen

Anónimo disse...

7. Atitudes erradas quando a criança acorda à noite Jan 19, '05 3:54 PM
for everyone

Mistaken Approaches to Night Waking, escrito pelos autores do livro Sweet Dreams: A pediatrician's secrets for your child's good night's sleep. Paul M. Fleiss, M.D., M.P.H., F.A.A.P. Frederick M. Hodges, D. Phil., Lowell House, Los Angeles, 2000

A idéia, muito comum nesses dias, de que bebes podem ou devem aprender a confortar a si mesmos, sem nenhuma interação física ou emocional dos pais, é incorreta.

A melhor e mais efetiva maneira de ensinar uma criança a pegar no sono por si só após acordar no meio da noite, é os pais sempre demonstrarem sua dependência e disponibilidade quando a criança era um bebê. De outra forma, o distúrbio emocional que o bebe sofre como resultado de um evento traumático que resultou na causa dele ter acordado em primeiro lugar pode ser misturado com o terror e frustação de se sentir abandonado e não-desejado.

Se o bebê aprende que sua mãe virá ajudar a cada vez que ele acorda em agonia e chora por ela, ele tem mais chances de se desenvolver numa criança cheia de segurança e confiança, que terá a capacidade de avaliar e controlar suas próprias acordadas no meio da noite, sem envolver os pais sem necessidade.

Nunca é demais enfatizar que um bebê ou criança privada de suporte emocional quando precisava ou queria, corre o risco de se tornar uma criança instável emocionalmente e eventualmente um adulto instável. Somente benefícios podem ser conseqüência de se acariciar e aconchegar com seu bebê não importando quando ele precisar. Num mundo perfeito, o bebê receberia automaticamente toda atenção que precisa sem mesmo ter que pedir por isso.

Eu sei como é duro para alguns pais aceitarem esse modo de pensar. Porque vai diretamente contra aos conselhos que muitos pais americanos tem dado nas últimas gerações. É geralmente difícil para os pais, que foram eles mesmo privados de carinho e suporte emocional da parte dos próprios pais quando eram bebês, dar suporte e conforto físico a suas crianças. Eles também podem se sentir desconfortáveis segurando o bebê ou lidando com as exigências emocionais da criança.

Muitos anos atrás, eu tinha uma vizinha que era muito inteligente, sensível e bem sucedida. Ela e o marido tiveram uma bebê muito bonita, e, naturalmente, queriam o melhor para ela. O pediatra da bebê era muito prestigiado na cidade. Quando o pediatra preveniu a mãe que ela não deveria nunca pegar o bebê no colo quando ela chorasse, senão poderia "estragá-la", e quando ele a aconselhou a nunca alimentar o bebê exceto em intervalos de 4/5 horas, ela seguiu aqueles conselhos errôneos palavra por palavra. Essa mãe tinha as melhores intenções para com sua filha. Ela queria fazer a coisa certa, mas os conselhos que foram dados a ela eram tão errados que resultaram exatamente nos efeitos OPOSTOS. A pobre bebê passou a maior parte do tempo chorando inconsolavelmente e sozinha no berço. Isso foi o que o doutor mandou fazer.

Sua filha sobreviveu, e cresceu uma mulher bonita, mas também cresceu se tornou uma jovem emocionalmente instável, distante, e insegura, cujas relações problemáticas com sua mãe eram uma fonte de dor e mágoa para ambas. Infelizmente, esse cenário é muito típico. Tantos adultos são criados por pais inteligentes e cheios de boas intenções, mas a quem foram dados péssimos conselhos por profissionais que também aprenderam em livros medicos cheios de erros e aulas com conselhos ruins. Por sorte, esse tipo de ensinamento "anti-criança& está sendo desafiado, contestado e cientificamente analisado.

Isso, então, nos leva ao assunto muito importante do choro. Esse é um tópico de muita importância para muitos pais, e muitos muitos têm ouvido vários conselhos que estão em conflito, que se contradizem. Vou contar-lhes meu modo de abordar esse assunto, que tem base inteiramente na filosofia que reconhece as genuínas necessidades emocionais e físicas de crianças nessa situação, e procura apoiá-los de uma maneira carinhosa, amorosa e científica.

Por causa da publicidade que esse assunto tem gerado, "especialistas de sono" tem surgido para dar aos pais dois tipos semelhates de tratamentos - dos quais ambos são inaceitáveis a pais que param para pensar e refletir.

O primeiro desses "tratamentos" equivocados é o famoso "visitas com tempo determinado" ou "metodo Ferber",[3] também conhecido com "extinção", que tenta usar condicionamento de comportamento para ensinar crianças a "silenciar a si mesmas". Eu acho que é instrutivo observar que o termo assustador "extinção" se refere ao processo de ignorar o choro do bebê durante a noite e se recusar a confortá-lo. O que é estranho é que as pessoas que defendem ignorar o choro do bebê é que usam esse termo [4] As conotações negativas desse mundo nos dizem que essa pratica é incompatível com pais responsáveis e carinhosos.

Quando uma criança acorda e chora, os "advogados" da extinção falam aos pais para entrar no quarto do bebê e checar se o bebê não está em perigo "real". Eles podem consolar o bebê com palavras, mas estão proibidos de amamentá-lo, ou dar qualquer tipo de conforto físico. Então os pais são instruídos a sair do quarto, mesmo que o bebê ainda esteja aflito e chorando. Contra seu melhor julgamento, os pais são ordenados a "deixar o bebe chorar" até que ele volte a dormir de exaustão. Se o bebê ainda estiver chorando após 5 minutos, os pais podem voltar de novo, mas eles não podem tocar no bebê. Eles então saem do quarto novamente. Se o bebê ainda chora após 10 minutos, os pais podem voltar. Se o bebê ainda estiver agoniado após 15 minutos, eles podem voltar rapidamente, mas então dever deixar o bebê sozinho por 20 minutos, e assim vai. A cada noite, a duração de tempo antes dos pais voltarem ao quarto do bebê vai aumentando em 5 minutos.

Se formos acreditar nos relatos maravilhosos dos "advogados" desse método, é geralmente esperado que funcione após algumas poucas noites. O sucesso é medido pela relutância da criança em chamar os pais, até mesmo se ela acordar, precisar de ajuda, ou estiver traumatizada pelo medo. Se a extinção falha em atingir esses objetivos, os advogados aconselham os pais a esperar um mês e então tentar de novo.

Mesmo que esse método reprima o choro da criança aflita, precisamos nos perguntar se é realmente uma coisa boa. Os advogados da extinção ignoraram o impacto psicológico desse tipo de tratamento. Eles mediram o sucesso meramente pelo grau em que a criança foi silenciada. Ninguém até agora sabe o que acontece na mente de um bebê que foi sistematicamente ignorado e friamente intimidado dessa forma. Certamente, nenhuma pessoa razoável pode honestamente acreditar que um bebê pode entender que ele está sendo "treinado" a "confortar a si mesmo" ou a fazer a transição de um estado de agonia a um estado de relaxamento. Mas os adultos sabem por experiência própria que provavelmente não são capazes de aprender uma nova tarefa quando estão chorando ou num estado de stress emocional.

As necessidades de um bebê que chora são tão simples, e tão fáceis de suprir. Um bebê que chora para comunicar que precisa de toque, conforto, ou está com frio, precisa de proteção e amor, que só você pode dar. Porque alguém negaria um pedido tão simples e humano? É um carinho e uma palavra delicada algo tão duro que não podemos dar a uma criança que precisa? Eu pessoalmente acredito que nenhum pai normal, emocionalmente estável, colocaria seu precioso bebê nesse tipo de "condicionamento", a menos que tenha sido dolorosamente enganado. Algumas vezes eu receio que alguns pais possam ser levados incorretamente a pensar que seus bebês são somente uma forma de animal de estimação, como um cachorro que pode ser treinado a obedecer e executar simples tarefas através de comandos. Bebês não são cachorros e não devem ser tratados como tais. Você não pode "treinar" um bebê a obedecer suas ordens. Um bebê chega a esse mundo "sabendo" exatamente quais são suas necessidades. Atender a essas necessidades de uma maneira inteligente, humana e amorosa é o único jeito de assegurar que seu filho vai progredir facilmente através dos estágios biológicos determinados do desenvolvimento humano.

O outro método popular que alguns "especialistas do sono" defendem é o método do "companheiro do sono". Se o bebê acordar no meio da noite e chorar, um dos pais é instruído a ir ao quarto do bebê e deitar em algum lugar do quarto, mas não na mesma cama. Uma melhoria no "comportamento de sono" é esperada após 3-4 noites. O bebê deve aceitar a "sentença" de sono sem protesto. De algum modo o bebê deve entender que os pais esperam que ele durma a noite toda. De alguma maneira o bebê tem que entender que, se ele acordar de noite porque está com sede por exemplo, ele precisa se lembrar que os pais ainda estão lá, e que eles ainda o amam, se ele acorda porque está com medo, um pesadelo ou algo assim, ele ainda tem que ficar quietinho e não pode incomodar ninguém.

Eu já fui em várias palestras e li os livros dos "especialistas do sono" que dizem que esses métodos funcionam em 80-90% dos casos, mas a minha própria experiência clínica com pais que vem ao meu consultório em Los Angeles demonstra que esses métodos são bem ineficazes e certamente não funcionam tão bem como os "especialistas" afirmam.

Respeitar a criança como se ele/ela fosse nada mais do que um animal a ser treinado é um erro grave. Nós realmente não temos a menor idéia de que tipo de danos estamos causando aos nossos bebês quando os tratamos mal dessa maneira. Quando um bebê não chama os pais quando tem alguma necessidade durante a noite, não é porque ele "aprendeu" um comportamento útil. É mais provável que ele simplesmente tenha desistido dos seus pais. Não vai ser atendido, então desiste. Mecanismos psicológicos de defesa levantam uma muralha entre o bebê e seus pais. Eu não consigo pensar em coisa mais triste que uma criança que não pode mais amar seus pais com medo de perturbá-los e, como resultado, tem medo e desconfiança deles. Na natureza, não existem espécies de mamíferos em que a mãe falha em responder imediatamente ao choro do seu bebê. Apesar de nossa inteligência superior, somente humanos podem ser persuadidos a colocar a saúde, felicidade e bem-estar de seus próprios filhos em perigo.

Pode ajudar aos pais lembrar que bebês e crianças prquenas são criaturas emocionais, e não racionais. Uma criança não pode entender perfeitamente porque você está ignorando seu pedido de ajuda, que veio através do choro. Ignorar o choro do bebê, mesmo com a melhor das intenções, pode fazê-lo sentir-se abandonado. O resultado é uma criança insegura e infeliz. Você não pode "estragar" uma criança se responder aos seus choros. Crianças são "estragadas" quando são ignoradas. Se eles não podem chamar sua atenção através dos meios usuais, eles irão tentar comportamentos desagradáveis para consegui-lo. Quanto mais você ignora suas crianças, mas desagradáveis os seus comportamentos se tornarão, e mais "estragados" eles vão ficar. A lição que estou ensinando é que você valoriza o mal comportamento mais do que o bom comportamento. Eu tenho certeza de que todos os pais vão perceber o quanto é indesejável que uma criança aprenda este tipo de lição.

Esperar que um bebê ou criança pequena que acorda e chora no meio da noite "conforte a si mesma" sem uma interação positiva e carinhosa dos pais é irracional e não-efetiva. Responder ao choro do bebê, confortá-lo, e amá-lo, ajudando-o a superar o que quer que o esteja incomodando, não é somente efetivo, é também a maneira certa de acalmar e confortar a sua criança para que ela possa voltar a dormir em paz. Um bebê que chora quer a presença do pai/mãe precisamente por saber instintivamente que a presença de um pai confortante é a solução para o problema. A menos que o pai se faça disponível ao bebê, o bebê não vai se acalmar. Bebês estão respondendo a necessidades biológicas que "especialistas de sono" ignoram ou negam.

É verdade que um bebê cujo choro é ignorado pode eventualmente voltar a dormir, mas o problema que o fez acordar permanence não-resolvido. Mesmo se os pais checaram tudo pra ter certeza de que o bebê não está doente ou em desconforto físico, ao menos que peguem o bebê no colo, interajam com ele de uma maneira carinhosa, confortem-no, amamentem-no, a causa do stress emocional continua. O stress emocional de um bebê não some se ele é simplesmente ignorado. Ele se multiplica e pode levar a disordens de longo prazo na relação entre pais e filhos. Responder às necessidades emocionais do seu bebê e interagir com ele, então, é a atitude ideal para os pais.

Lembre-se de que os bebês choram por uma razão. Nós não podemos sempre saber qual é a razão, e não podemos sempre resolver o problema, mas podemos sempre tentar. Se o bebê chora de noite, pode ser de fome, sede, pode estar doente, com frio, com calor, incomodado, agitado, se sentindo sozinho, ou com medo por causa de um pesadelo. Qualquer que seja o problema, o fato é que o choro do bebê indica que ele é incapaz de resolver o problema sozinho e precisa da ajuda dos seus pais. Vale também lembrar que os bebês choram somente como um último recurso, depois que todos os outros meios de tentar estabelecer uma comunicação com os pais falharam. O choro da criança quando ela acorda no meio da noite pode conseqüentemente representar uma intensificação do stress inicial que a fez acordar. Conseqüentemente, a aproximação de maneira sensível e carinhosa deve responder imediatamente ao choro da sua criança. Os bebês não choram porque não têm nada melhor para fazer ou porque estão tentando irritar seus pais. Choram porque estão em aflição real. Quando seu bebê chora, está chamando você. Está pedindo seu auxílio da única maneira que sabe. Apesar de tudo, uma criança que acordou de noite e começa a chorar pode estar doente, em desconforto, em perigo, ou com dor. Você não poderá avaliar a situação até que vá até seu bebê e pegue-o em seus braços.

Este artigo, original em inglês, pode ser lido em http://www.nospank.net/fleiss.htm

日月神教-向左使 disse...

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