sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

10 meses e uma otite

Já começa a ser um hábito: sempre que vou à consulta de desenvolvimento do M. ele tem sempre qualquer coisa. Aos 8 meses foi a bronquiolite e agora, aos 10, uma otite. Ontem esteve 4 horas ininterruptamente a chorar de dores, nada o distraía, nem no carrinho a passear, nem no ovo dentro do carro, nem no jardim, nem ao colo. Nada. Um sofrimento atroz que se prolongou horas a fio e só terminou quando o sono o venceu. Ao jantar não quis comer. A pediatra diz que ele tem uma otite e a garganta inflamada e até estranha como é que ele tem vindo a comer tão bem nos últimos dias.
De resto, tudo normal, o peso é 8650 kg para 71 cm de comprimento. Pareceu-me pouco mas ela disse-me que nesta altura é normal eles aumentarem apenas 300 gr por mês. Não me preocupo porque acho-o bem gordinho agora.
Em relação ao desenvolvimento, a médica diz que talvez por ele dormir muito, ainda não se põe em pé sozinho ainda que o consiga fazer, só que não está para aí virado.
Nada de novo em relação à alimentação :( eu a pensar que já ia dar comida mesmo mas vamos manter as sopas, tudo passado e só para o mês que vem é que começo a pôr a carne e peixe desfiados (sem passar).
De qualquer forma ele já come tudo menos morangos e feijão, é continuar assim e esperar que a Primavera e Verão tragam frutinhas mais frescas ;)

* adenda: o M. só tem dois dentes em baixo...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Na consulta

Hoje, o Minúsculo quase que foi virado do avesso pelo umbigo!!
O Soutôr disse que é importante espreitar lá bem para dentro até às profundezas e tê-lo sempre muito limpinho, disse também para eu não fazer aquela manobra em casa, para a deixar com os profissionais. Ora, eu nunca a iria fazer porque, muito embora ele não se tenha queixado, fez-me mta impressão, pobrezinho. Entretanto diz que devo limpar com delicadeza e um cotonete embebido em betadine uma vez por semana. Nunca tal tinha ouvido, mas sim senhor, cá estaremos para cumprir tal tarefa.
De resto, está magrinho (aumentou apenas 160 grs em 3 semanas), como se temia, mas nada por aí além e muito facilmente justificado pelas energias que gasta nos seus afazeres diários e corridas de obstáculos pela casa fora. Deu-nos uma linha de alimentação mais calórica, com mais lanchinhos e snacks espalhados pelo dia aqui e ali, e novos alimentos como os peixes brancos, ovos, citrinos e morangos; eu duvido que ele alinhe em tantas refeições, mas sim senhor, cá estaremos, outra vez, para tentar cumprir tal tarefa :)


strawberry fields forever, originally uploaded by supertatas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Antes

Eu vivia sozinha há 7 anos, agora vivo acompanhada 24 horas por dia 7 dias por semana. Antes eu nunca tinha nada para comer em casa, agora tenho o frigorifico recheado com toda uma enorme panóplia de legumes biológicos e frutos da mesma sorte. Antes eu tinha na carteira rimel e blush, agora tenho fraldas e um aspirador nasal. Antes eu dormia horas seguidas até matar as olheiras, agora acordo todos os dias, domingos e feriados, com as galinhas depois de me ter deitado com as corujas. Antes eu tinha medo da panela de pressão, agora é a minha melhor amiga. Antes eu sabia quando iam sair albuns novos dos mais variados artistas, agora tenho a conta do itunes por renovar há quase um ano. Antes eu era um dos ilustres membros da Região Demarcada dos Blogs Amigos do Dedal da minha querida Sofia, que reconhecia o criador de um vestido da passadeira vermelha apenas por uma breve mirada de um simples alinhavo, e este ano não só não vi um único filme nomeado para os oscars como adormeci ainda no ínicio da cerimónia.
Antes eu passava a vida à espera; à espera que acabasse o ano lectivo e viessem as férias de verão, à espera que chegasse aos 18 anos para poder tirar a carta, à espera que acabasse a faculdade para poder trabalhar, ganhar dinheiro, fazer coisas e viajar, à espera que acabasse o interminável dia de trabalho, à espera do fim-de-semana, à espera que ele nascesse.
Antes o tempo corria lento e tudo me parecia sempre de uma eternidade aterradora e exasperante. Agora, desde que ele nasceu, parece que tudo acontece em velocidades furiosas, que é tudo muito fugaz; é um oscilar entre o deslumbramento e o cerrar dos dentes para não me perder de mim na azáfama, com uma vontade muito grande de ser feliz, também por e para ele. É um voltar ver a vida pela primeira vez. É como que uma nova oportunidade de ver o que realmente interessa e tem valor, e desejar que tudo isto passe devagar, muito muito devagarinho, para ter oportunidade de usufruir e de me tornar melhor, muito melhor.
Porque estes (quase, quase, faltam apenas dois dias) 9 meses cá fora pareceram uma centésima do que pareceram os noves meses lá dentro. Porque ainda há bocadinho eu estava grávida, porque agora ele já leva a colher à boca sozinho e porque amanhã já me estará a pedir o carro emprestado: já tenho saudades, muitas saudades, até do que ainda está para vir :')

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Que saudadinhas de sushi e sashimi...


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Este fim-de-semana

Pela primeira vez: ganhou um galo na testa, deu uma volta completa à sua mesa-de-actividades-chicco-com-o-alfabeto-das-abelhinhas-com-passinhos-muito-precisos e, heroicamente, comeu a sua primeira refeição oficial de sólidos!
Gostou muito das massinhas, dos bróculos e da abóbora, o resto, bom... comeu-se, a carne principalmente, com uma ou outra careta extra, mas o saldo foi positivo :D


cozido, originally uploaded by supertatas.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Grávidas e a moda


, originally uploaded by Pimpinelas.

Agora que a minha barriga de 15 semanas já se começa a fazer notar, e para que não passe pela vergonha de as calças me cairem ao andar pela rua, comecei a explorar o "maravilhoso" mundo da roupa de grávida.

Comecei pela H&M, em jeito de passeio de almoço, e investi na roupa de fim de semana: jardineiras (que fazem parte do meu imaginário de grávida), saia de ganga, jeans, tops brancos e uma blusa já de verão (na H&M é ver e comprar...). Até aqui tudo bem: preços acessíveis, roupa jovem e desportiva.

O problema foi quando passei para a roupa "de semana", para o que a H&M, secção grávida, não tem, ou pelos não tem ainda, grande variedade.

Assim, e aproveitando a época de saldos, passei pela Formes à procura de umas calças castanhas de inverno. Nada fica por menos de 60/70€ !! Lá me conformei e trouxe umas calças e duas camisolas já a puxarem para a meia estação.

Não vão ser fáceis estes 6 meses, e nem quero pensar quando for à procura do bikini!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Divisão das tarefas ou o comentário da Mafalda

Ultimamente os comentários que nos têm deixado geram novos posts o que é bom porque nunca falta assunto nem inspiração.
Na minha última entrada, sobre o cansaço que sentia, a Mafalda de 22 anos comentou:

Eu leio o vosso blog desde o início, e se há coisa que me faz confusão é ficar com a ideia de que os homens estão bastante ausentes, não só no vosso caso mas também nas histórias dos outros blogs para os quais têm links. Com isto não quero dizer que eles estejam emocionalmente ausentes (...) Por favor, digam-me que a divisão das tarefas é 50/50, e que vocês só falam pouco sobre o que eles fazem porque estão a contar o que se passa pela vossa perspectiva, que é portanto "parcial"... É que tenho 22 anos e nunca, mas nunca, me veria a ter uma criança se o pai não fizesse metade do trabalho(...)

O Nuno, meu marido, pai do M. sempre esteve muito presente desde que ele nasceu até agora, quer "emocionalmente" quer "fisicamente". No que me diz respeito, não falo mais dele aqui, porque o blog é a minha perspectiva da maternidade e não a dele e gosto de o preservar.
No entanto, não quero deixar de dizer que a visão da Mafalda é um bocadinho ingénua, ao pensar que as tarefas são divididas 50/50. Isso não é possível, a menos que o pai e a mãe tenham horários semelhantes e trabalhem em áreas/ carreiras parecidas e perto um do outro. Caso contrário, é impraticável. Eu tenho um emprego menos exigente do que o meu marido, o infantário é a 5 minutos do meu local de trabalho pelo que, quando saio, sou eu que vou buscar o bebé (já fui eu a levá-lo) e naturalmente, em casa, se o meu marido só chega por volta das sete e meia, oito horas, eu não posso estar à espera dele para dar de comer ao bebé e dar-lhe banho.

A divisão de tarefas acontece mas de outra forma: ele liberta-me mais ao fim de semana, ajuda-me com as tarefas da casa (pôr roupa a lavar, estender roupa, pôr a mesa e pôr louça na máquina) e de manhã é ele que trata do bebé enquanto eu me arranjo.

Outra coisa que não queria deixar de dizer à outra pessoa que comentou a seguir à Mafalda:

Se eu abdico, nesta fase da vida, que a minha carreira progrida a 100%, espero que o meu companheiro faça o mesmo...

Estou em total desacordo com esta mensagem, por uma simples razão: pensar desta forma só traz ressentimentos futuros entre os dois. Além do mais, se é necessário um abdicar de alguma coisa, convém que outro não abdique para garantir que a vida (financeira) se mantenha saudável.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cansaço


Ando muito, muito cansada. Apesar de ainda estar com horário reduzido, saio por volta das 16.30 (dou mais uma hora à casa do que devia) e vou buscar o M. à creche. Ontem cheguei a casa e pesei-me ainda com tudo o que tinha em cima de mim: M. no marsúpio e saco com a minha mala, a mochila dele e a minha "marmita" (concentro tudo num saco de desporto para ser mais fácil): 15 kg a mais. 15 kg!!! A minha zona é um inferno para estacionar e páro o carro sempre longe de casa pelo que este peso faz muita diferença.
Hoje estou com uma dor no ombro e no pescoço que mal me mexo. Definitivamente tenho de começar a andar sempre com ele no carrinho, caso contrário vou arranjar um problema nas costas.
Depois de chegar a casa, normalmente brinco com o M. durante meia-hora, altura em que ele fica impossível porque quer dormir uma sesta de normalmente uma hora. Aproveito esse tempo para continuar a trabalhar (posso trabalhar em casa utilizando a internet). Quando ele acorda, aí pelas seis e meia, sete horas, já cheio de fome e aos gritos, dou-lhe banho o que o acalma momentaneamente. O problema é que agora quando o tiro do banho chora, e para o vestir é o caos! Parece uma lombriga a escorregar-me pelas mãos! Fico esgotada. Dou-lhe o jantar e como entretanto o N. chega, fica com ele enquanto eu faço o nosso jantar que só comemos lá para as nove, nove e meia.
Só me sento na sala pelas dez e meia, depois de ter as coisas mais ou menos arrumadas e quando me sento já estou absolutamente de rastos.
Sugestões para combater este cansaço todo, para lidar melhor com o dia-a-dia agitado?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Já lá vão...

... 14 semanas de gravidez com muito sono e uma (parece) quebra de tensão. O sono tem mesmo sido o pior (e a única coisa má até agora).

Será que vai ser assim por mais 6 meses?

A propósito

Dos últimos posts deste blog achei que podia falar um pouco da minha experiência, das minhas crendices e achamentos.
A Sara disse há tempos que eu tenho tendência para falar apenas das coisas boas do meu Minúsculo, mas a realidade é que não tenho coisas más para falar. Felizmente nunca ficou doente (para além de um nariz entupido) e o seu temperamento é de fácil trato (menos quando tem sono, quando está super-estimulado ou há algum tempo sozinho e quer atenção. o que me parece perfeitamente normal). Nunca sofreu de cólicas, nem de horas de sono trocadas e sempre tivemos, desde o primeiro dia, uma coexistência muito pacífica.
Não quero com isto dizer que não existam birras, que não existam noites más, que ele não tenha a sua personalidade e os seus ginetes, que não me teste, que não existam alturas em que eu me canso ou irrito, porque claro sim, claro que existem e nem ele é um santo nem eu sou um monge budista doutorado em paciência ilimitada. No entanto penso que tudo isso faz parte da evolução natural dos bebés e são fases com as quais temos que lidar o mais calmamente possível com a certeza de que irão passar, porque a meu ver quanto mais calmas estivermos mais calmos eles ficam (aqui há tempos eu passei por uma fase de enorme stress, por motivos alheios a todas as questões que envolvem a maternidade e afins, por motivos de saúde minha, e notei que ele também ficou muito mais agitado, era muito mais difícil lidarmos um com o outro).
O único ponto crítico deste Minúsculo é o sono, quer dizer é o adormecer, porque ele dorme muito bem, doze horas por noite, das 20:30 às 08:30 mais coisa menos coisa com um biberon por volta da 01.00 que lhe dou antes de eu ir dormir, faz duas ou três sestas por dia, desde cerca dos dois meses que dorme a noite inteira e desde os três que dorme no seu próprio quarto. A questão é que a janela entre o já-estou-demasiado-cansado-para-estar-acordado-e-já-dormia e o já-deixaste-passar-o-momento-e-agora-estou-mesmo-rabujento é tão pequena como uma paramécia, raramente conseguimos conciliar a nossa vidinha com esse momento tão efémero e muitíssimo facilmente ele entra no campo da birra e da luta contra o sono (a primeira grande birra de sono que fez tinha apenas dois dias, foi depois de um dia de muitas visitas ainda no hospital e já foi carregadinha de lágrimas!) - basta andar na rua, basta receber visitas, basta estar mais estimulado, basta estar entusiasmado com novas façanhas que acabou de descobrir que consegue fazer etc etc. Como tal acaba, grande maioria das vezes, por adormecer ao meu colo, sentadinhos no sofá, no quarto dele, na sala, aqui em casa ou noutra freguesia, agarrados à fraldica e à chucha enquanto lhe falamos baixinho sobre o que fizemos durante o tempo que estivémos acordados ou o que iremos fazer quando acordarmos.
Ora todos me dizem que isto é um péssimo hábito, todos me despejam mil e uma teorias, livros e técnicas sobre o que eu devia fazer para deixar de o adormecer ao colo (claro que eu nestes-quase-nove-meses já tive oportunidade de experimentar muitas!) e todos me rogam pragas de como vou sofrer horrores num futuro próximo, como estou a criar um pequeno enorme tirano mimado, mas a questão é que eu simplesmente prefiro tê-lo pacificamente adormecido nos meus braços em mais ou menos cinco minutos do que em horas de birra agonizante, porque infelizmente é o que acontece. É verdade. Já tentei. Muitas vezes. Muitas, muitas vezes. Não acredito que lhe faça assim tão bem a ele - nem aos seus pulmões que, a julgar pelos décibeis que debita desde o dia um, já vinham em óptimo estado - e tenho a certeza absoluta que não me faz bem a mim!!! Acredito, outra vez, que o bem estar da mãe, físico e mental, se reflete no bem estar do bebé.
Não sou apologista do choro controlado, dá-me cabo dos nervos, e noto que ele fica num crescente exaltamento que só piora e atrasa as coisas. Entramos os dois num esquema de pescadinha-de-rabo na boca que é pior a amêndoa que o cimento! Conheço-lhe, como qualquer mãe, muito bem os choros, choradinhos e choraminguices, sei quando é coisa para um minuto ou dois, sei quando é coisa para um crescendo em alegreto galopante; aí não me acanho e vou logo ter com ele. Acredito, muito!, que os afectos são importantes, os beijinhos, os abracinhos, os olhares cumplices, os contactos fisicos, as brincadeiras, a sesta que dormimos juntos etc, e não lhos poupo; acredito que o fazem sentir seguro, acredito que é por isso que consigo que ele se entretenha sozinho (sem me ver, porque se entretem bem sozinho desde que eu esteja na mesma sala que ele) durante longos períodos de tempo (uma horinha de manhã no máximo, e periodos de meias horas da parte da tarde) que me permitem tratar da casa, de mim e de toda a logística que ele implica ou então simplesmente não fazer nada, acumulando pilhas de roupa e quejandos por aqui e por ali, o que me sabe a melão com presunto e coca-cola 8)
Agora que se mexe muito bem pela casa toda é claro que faz birras passado algum tempo de estar no parque ou acordado na cama, e para mim faz todo o sentido que depois de provado o doce sabor da liberdade se sinta mal preso. Acho apenas salutar que se ponha em pé agarrado às grades num enorme pranto, acho sinal de inteligência, muito embora às vezes não me convenha nada ou não me apeteça.
Optei por modificar a minha decoração e retirar objectos potencialmente perigosos da casa toda do que me esforçar por habituá-lo a estar preso, e por fazer tarefas que sei que não poderei interromper facilmente se ele me chamar - como tomar banho - quando ele está a dormir. Prefiro tê-lo ao meu lado na cozinha entretido com uma colher de pau e uma tampa de um tacho enquanto eu arrumo loiça ou faço sopa etc do que estar a fazer isto ouvindo-o gritar desesperamente da sala. Desde que gatinha e me persegue que as birras quase que acabaram - menos quando volta e meia se ofende por não o deixar comer os comandos da tv ou subir para a mesinha de café no meio da sala - por isso acho que ainda há esperança para as mães dos birrentos-pré-gatinhantes. Nada temam! ;)
Ainda o mês passado eu dizia que tinha sido o mês em que ele tinha evoluído mais, este mês digo que é este (provavelmente para o próximo também o direi) porque ganhou independência, ganhou muita segurança em si próprio, revelou muito mais da sua personalidade, faz muito mais companhia, interage muito mais, toca-me nas pernas quando estou atarefada ri-se e desata a fugir - parece que me desafia para jogar a apanhada, já percebe muito bem o não com a enorme diferença que agora já o respeita :D \o/ Já bebe àgua sozinho, quando quer vai buscar um dos copos/biberons que tenho espalhados pela casa, já me pede colo, até já se dirige para a cozinha quando tem fome. Acho que o facto de estar com ele em casa desenvolve mais rapidamente este tipo de entendimento.
Quanto a rotinas, bom, aqui me confesso, não sou muito dada a rotinas, nunca fui, e sou desorganizadíssima por natureza. Mas sou muito dada a paz. Acredito que não é preciso uma rotina de fazer tudo sempre igual e à mesma hora no mesmo sítio para haver paz. Acredito que a paz vem de uma boa relação com o mundo e as pessoas com quem se interage e se está, acredito que isso será o suficiente para se estar sempre bem, em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Caros leitores

Depois da participação massiva (!) no post Rotinas e em jeito de balanço, julgo que mais importante do que uma discussão agressiva, que não é de todo o que se pretende com este blog, foi muito interessante a troca de ideias que aconteceu nos comentários que nos foram deixando.
Cada mulher tem uma forma muito própria de ser mãe e muitas vezes, eu incluída (e mais vezes do que desejaria) perguntamo-nos se estaremos a fazer bem. Mais vezes ainda e ao ler os inúmeros blogs, livros e artigos que por aí ressaltam, perguntamo-nos "mas será que o meu bebé é normal"?
Concorde-se ou não, do que li dos comentários, parece-me que somos todas mães de bebés saudáveis e acarinhados.
Por todas estas razões, deixo aqui uma ou duas dicas, para além daquelas que tenho deixado ao longo destes meses todos e que, quem quiser pode aproveitar:

* Para dormir:
- Depois do banho, dou a sopa e a fruta (entre as 19 e as 20 h). O M. gosta de brincar um bocadinho depois de jantar, mas quando está com sono, esfrega os olhos e começa a atirar-se para cima de nós. É esse o sinal. Pego nele, verifico a fralda, dou-lhe um beijinho, deito-o, digo-lhe uns miminhos, chucha, boneco e música. O mais importante? Vou-me imediatamente embora. Não há palmadinhas no rabo, não há colos, não há cantorias. Raramente adormece depois das 21h30 (o normal é ir para a cama às 20h30 e ficar logo a dormir até ao dia seguinte, sem quaisquer interrupções).
A excepção: se está doente ou mais inquieto, faço tudo o que não se deve fazer: colinho, cantorias até adormecer.
Desde quando : desde sempre. Desde que nasceu que o meu procedimento e o do pai é este.
Se assim não for, ele estranha e não dorme, o que é particularmente notório quando vamos jantar a casa de alguém e ele não tem os seus rituais.

* Para acalmar birras (daquelas que, esgotadas as hipóteses sono, fome e fralda suja, já não sabemos de onde vêm):
- Pego nele e deito-o na minha cama, deitando-me eu ao lado dele. Falo-lhe com calma, canto e digo-lhe coisas ao ouvido. Às vezes resulta, outras não.

* Para fazer cocó (ah pois, porque só quem tem um bebé com este problema é que dá valor a esta dica):
- Sopa : pouca batata e pouca cenoura. Muito feijão verde e espinafres.
- Fruta: papaia, manga e laranja com bolacha.
- Água: não lhe toca. Detesta. A obstipação poderia ter a ver com este facto, mas acho que é mesmo dele, porque mesmo quando bebia apenas leite, tinha o mesmo problema.
- Leite de Magnésia (marca Philips) : remédio natural, de sabor a mentol; dou-lhe uma colherzinha depois de comer.
- Bebegel: tem de ser quando noto que já está mesmo muito incomodado.

E pronto. Espero que continuem a ler o Babygrows e a gostar do que vão lendo.
*

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Queria partilhar

E principalmente depois do post da discórdia, que hoje, pela primeira vez em oito-meses-duas-semanas-e-cinco-dias, entrou na minha casa de banho!, gatinhando atrás de mim. Ahhhhh e também usou sapatos : )

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Muito aterafado

Todo o dia, TODO O SANTO DIA!; a abrir e fechar gavetas e a espalhar os seus conteúdos, a abrir e a fechar portas, a gatinhar de divisão em divisão às vezes atrás de mim às vezes - muitas! - a fazer asneiras e a mexer onde não deve, a empoleirar-se em tudo, a dar passinhos, a cair, a magoar-se, a rir-se, a palrar, a gritar de felicidade, a desafiar-me, a chorar, a gritar zangado e a amuar quando o contrario, a fazer ginetes, a não querer dormir, sempre todo sujo e ranhoso, despenteado e desarranjado, e agora a novidade: rasgado! (ou descosido, sei lá :D)
E eu?? Cheia de cabelos brancos, é o que é! Faço-me muita peninha :(


muito aterafado, originally uploaded by supertatas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Brindes

Descobri recentemente que por estarmos grávidas temos direito a brindes! E se eu gosto de coisas grátis!

Há duas semanas, quando fui fazer análises ao sangue e o rastreio bioquímico, saí de lá com um saquinho cheio de brindes, oferta de um laboratório. Tive assim oportunidade de experimentar dois ou três cremes adequados à prevenção de estrias, uns toalhetes Dodot, uma fralda de recém nascido e mais uma quanta publicidade aos livros da Disney, bem como um guia de grávidas (por acaso cheio de mulheres feias, nada encorajador para em quem mal desponta uma barriguinha, embora orgulhosa...). Os toalhetes Dodot e a fralda de amostra foram cuidadosamente guardados, para momento mais oportuno.

Também já me disseram que no hospital me vão dar mais coisas, imagino que dentro do sector da cosmética/higiene.

Benditas farmacêuticas!!

Rotinas

Lembro-me que quando o M. nasceu, uma das minhas maiores preocupações era o que lhe fazer enquanto eu tomava banho. Quando perguntei isto à minha irmã, mãe e educadora de infância experiente, respondeu-me com um ar de quase gozo "O que lhe fazes como? Então! Fica na cama dele!"
Óbvio.
Mais óbvio ainda quando se trata de um recém-nascido que dorme 80% do tempo.
No entanto, eles crescem :D
A minha rotina matinal é de uma disciplina férrea, caso contrário não consigo chegar a horas. Apesar de ter as duas horas até o m. ter 1 ano, gozo-as da parte da tarde, para poder passar mais tempo com ele. Assim sendo, enquanto eu tomo banho, ele fica na cama dele, já acordado e de barriga cheia, falando alegremente para os bonecos. É raríssimo chorar. Habituámo-nos a esta rotina, porque estou absolutamente convicta disto, os bebés precisam de rotinas ainda mais do que nós e tudo o que saia daquele padrão pode desorganizá-los um bocadinho, gerando birras e choros.
Nunca concordei com a ideia de levar os bebés para a casa de banho, acho que os miudos têm de ter tempos em que estão sozinhos e as mães mais ainda! Acho sem dúvida preferível nestas idades em que já se mexem e gatinham pôr uma cancela no quarto deles já devidamente passado a pente fino em questões de segurança, umas mantas no chão e deixá-los à vontade. Eu só não deixo o M. no chão porque ele às vezes dormita mais um bocadinho enquanto eu me visto :D

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Preparei-lhe

Na sala um sítio, bem grande por sinal, seguro, confortável e divertido, carregadinho de entertinálias, num ápice pôs-se a caminho do lado oposto para me destruir os cds. Apanhei-o a esfarelar-me pérolas como o Blue Lines dos Massive attack, ou o OK Computer dos Radiohead, ou mesmo o Curtains dos Tindersticks, esse mesmo que eu não emprestaria nem à minha melhor amiga, mas, curiosamente, não me importei nem um pouco. É como dizia há tempos o Daniel:
Te has dado cuenta que los dejamos que rompan todas las cosas que hemos juntados durante años?:) Como cambian los valores de uno que tiene hijos.


a fuga, originally uploaded by supertatas.



cd's #1, originally uploaded by supertatas.



cd's #2, originally uploaded by supertatas.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Creches

Uma vez que infelizmente não temos avós que possam ficar com o nosso bebé depois dos 4 meses da praxe, uma vez que vivem/vão viver para fora de Lisboa, decidimos começar à procura de uma creche onde o pudessemos deixar.

Avisada por uma cunhada já experiente nestas lides, iniciámos há cerca de um mês a busca da creche "ideal". Contudo, e ao contrário do que estávamos à espera, a tarefa tem-se revelado de alguma dificuldade.

A ideia era encontrar uma creche que fosse perto de casa, de forma a que me permitisse ir levá-lo de manhã e deixar o carro perto da estação de metro da zona onde moro (o pai iria buscar à tarde). Comecei pelas creches privadas aqui da zona: nada por menos de 450€/mês! Sem contar com os prolongamentos (mas quem é que sai do emprego a tempo de estar antes das 5:30 na creche?), fraldas, etc...

Passei a uma busca de IPSS aqui perto. Após três ou quatro telefonemas, descobri que o período de inscrições em todas elas tinha já terminado, período esse que foi de apenas uma semana durante o mês de Janeiro...

Amanhã vou ver duas IPSS onde, parece, há vaga, embora já mais longe de casa; se gostar minimamente faço já uma pré-inscrição.

Em último caso, e caso não encontre nada mais do que creches privadas a cerca de €450/mês, consideramos já abdicar da senhora que nos limpa a casa à sexta-feira e contratar uma empregada a tempo inteiro, pois sempre fica mais barato.

E isto deve ser só o início... Já me disseram que depois da creche vem a escolha do infantário e da caça à vaga.

Depois ainda se queixam da baixa taxa de natalidade das famílias portuguesas...

Quando este Minúsculo nasceu

A nossa casa tornou-se uma daquelas em que só se fuma na varanda, agora que ele começou a gatinhar, e depois de eu ter passado o fim-de-semana toda atarefada numa limpeza de é-quase-primavera-em-fevereiro e a tentar torná-la mais baby-friendly, tornou-se uma daquelas em que só se entra descalço! Isto porque me restam muito poucas energias para andar constantemente em limpezas e arrumações.
Como tal avisam-se os visitantes mais incautos com o seu brio peúgal que da próxima vinda não a tragam rota e mal cheirosa, que a tragam aprumada porque o sapatinho ficará à porta ; )

Birras, birras e mais birras















Independentemente da bronquiolite (felizmente ligeira) que teve, ando a reparar que o M. está bastante diferente há mais ou menos um mês. Começaram por ser ligeiras diferenças de temperamento, mais desafiante, a cuspir a sopa e a rir-se a seguir e a chorar cada vez que eu ou pai saíamos da sala.
Ora, as coisas começaram a complicar-se há duas semanas. Do bebé tranquilo, que brincava no parque sozinho e que pouco protestava já não resta muito. Actualmente, o M. faz birra durante todo o dia (agora mais porque esteve em casa) com algumas pausas de boa disposição pelo meio.

Não quero com isto dizer que ele passa o dia a chorar, mas, no final do dia, é essa a sensação com que fico. Parece que não se entretém com nada, quer estar sempre ao pé de nós e a única forma que temos para ele não protestar, é mantê-lo de pé agarrado a qualquer coisa. Apesar de ainda não se pôr de pé sozinho nem gatinhar, aguenta muito tempo se estiver apoiado e ri-se muito enquanto está assim. Basta eu tentar sentá-lo que começa o berreiro. Mudar a fralda ou vestir tornaram-se tarefas hercúleas, de grande exigência física e sobretudo mental para aguentar tanta gritaria. Eu canto, faço festinhas, mas nada parece acalmar aquele excesso de energia.

A minha teoria é que ele está a chegar a uma fase em que já percebeu que mais dia menos dia vai andar ou pelo menos locomover-se sozinho e por não conseguir fazê-lo, fica frustrado e chora e esperneia.

Alguém está a passar ou já passou pelo mesmo?

É que por mais blogues que leia, e perdoem-me a franqueza, os "repolhos","princesas" e "docinhos" são sempre lindos e já batem palminhas, já gatinham e fazem gracinhas, mas (e respeito a opção) os pais "blogueiros" têm alguma resistência em falar da parte menos boa da maternidade (salvo raríssimas excepções).

Às vezes até tenho medo de ser mal interpretada por quem lê as minhas contribuições aqui no blog, porque enquanto a Tatas tem mais tendência para relatar o lado mais feliz do seu minúsculo (e ainda bem) eu falo das coisas mais complicadas muito porque gosto de saber se o meu M. está a passar por fases que outros bebés já passaram.


**Em relação ao meu último post e para que não restem dúvidas, "feitio comunista" é o nome que a minha família dá às birras. Porquê não sei, mas também poderia ter dito "fascista" ou "anarquista".

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Manhãs de sol

Dão sestas muuuiiiiiito compridas : )


eles, originally uploaded by supertatas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Finalmente

Alcançou a máquina fotográfica usando esta técnica de locomoção que está muito na moda nos balcãs; mais conhecida como o gatinhar checo, com uma perna ao ar!
Muito muito trapalhão, muita muita trafulhice, graças a deus.


finalmente, originally uploaded by supertatas.

Bronquiolite

Mais uma vez o M. está doente com uma bronquiolite. Tudo começou com uma constipação que se foi arrastando, aliás, eu tenho a sensação que ele está constipado desde Setembro. A cama onde o M. dorme está em inclinação de 30 graus desde que ele entrou para o infantário porque há sempre tosse, há sempre nariz entupido, mas bom, ele vai crescendo e está alegre e esperto.

Ficar com um bebé doente em casa é um martírio. Ontem o M. só se acalmou ao meu colo enfiado no sling porque até então esteve sempre a chorar e com um feitio verdadeiramente comunista. Não tinha febre nem falta de ar, pura e simplesmente devia estar farto de me ver, farto de soro e aspiração e com dores de dentes. Quando saiu de casa para ir fazer a ginástica respiratória ficou logo mais animado, porque o que ele está habituado é a sair de casa e a ter gente à volta.

E agora é o habitual, aerossóis com Atrovent e Ventilan, soro e muita paciência.
Fez 9 meses, está com 9 kilos.
Espero que o meu próximo post seja mais animado.

Bem vinda Pimpinelas!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A boa notícia...


mix_2, originally uploaded by Pimpinelas.

...às 5 semanas e a confirmação às 12 :)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

E eis que

Às duas amigas e seus apêndices que aqui escrevem se junta uma terceira - a Pimpinelas; ainda pouco grávida (a fazer lembrar os primeiros tempos deste blog), ainda elegante, sem maminhas penduradas a fazerem lembrar saquinhos de café e com muitos dias para penar pela frente. Sabe lá ela o que lhe espera ; )

Hoje fomos

Já atrasados, à consulta dos 8 meses. Um martírio, porque agora faz fitas para se vestir e despir como se fosse o fim do mundo. Mas está tudo muito bem e super dentro da normalidade com este Minúsculo, o que me deixa muito feliz. Para mais tarde recordar fica o registo que pesa quase quase 9 kilos, mede quase quase 73 cms e às vezes já pode comer sopinha ao jantar e experimentar espinafres.
Fomos também passar as férias do carnaval ao Monte e as noites foram uma festa, o que me fez entrar nesta semana já muito cansada - era bestial que eu fosse o bebé durante uns tempos, e ele o adulto, eu só comia e dormia, dormia, dormia... tão bão :') - desde que começou a saga dos dentes ele tem vindo a acordar várias vezes de noite, aqui em casa, no sossego do seu quarto volta a adormecer com facilidade e eu nem lá vou, mas agora nas férias, a dormir no mesmo quarto que eu, e porque se senta e já se põe em pé na cama, via-me e começava a falar pelos cotovelos, a rir-se, a dar às pernas e a saltar, a atirar-me bonecos, enfim...
Apesar das olheiras, dores de costas e outras maleitas, estou muito orgulhosa e babosa com meu petiz, por tudo, por nada e porque se ri muito quando lhe digo Bi da mesma maneira que os mestres dizem Ni e quando lhe digo Plim da mesma maneira que eles dizem Bing :D