sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Discursos, bitatos

E sermões e mais sermões!! É o que eu levo todos os dias :$
Tenho porque tenho que trocar de carro; porque é um jeep demasiado velho, incómodo, instável, sem bancos atrás etc etc. Pobre viatura do meu corazón :(
Tenho porque tenho que trocar de cama; porque não faz sentido dormir num futon a 15cm do chão, porque, mais dia menos dia, não posso sequer levantar-me quanto mais mudar-lhe a roupagem.
Tenho porque tenho de me sentar com as pernas assado, o cóccix cozido e os bracinhos acolá ----->
Tenho porque tenho de dormir de barriga para cima empinada em apatia soporífera.
Tenho porque tenho deixar de carregar a mochila do portátil de casa para o emprego e do emprego para casa; porque as costas isto e o centro de gravidade aquilo...

acredito que sim, mas, anfan :|

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

O momento mágico

Pelo que tenho lido por aí, em blogs criados a partir da gravidez noto que as pessoas funcionam com a gravidez como algumas funcionam com o casamento. Criam demasiadas expectativas, empolam o que é um acto natural dando-lhe significados mágicos que tratam com diminutivos, muitas acham-se acima dos homens por poderem "gerar", enfim, a meu ver, uma data de disparates, que conduzem a uma vivência quase traumática da gravidez. E porquê? Porque a gravidez tem efeitos secundários que estão descritos em qualquer livro, mas que, tal como nunca pensamos que o nosso namoro ou casamento vai cair na rotina, pensamos também que seremos umas grávidas excepcionais e que tudo vai ser belo e mágico. Nada de mais errado.
Consequentemente, quem pensava que tudo ia ser um mar de rosas, passa as passinhas do Algarve depois, quando sente uma dor nas costas ou quando se levanta 2 vezes para ir fazer xixi durante a noite.
Eu tenho uma visão algo "naturalista" da gravidez, sim senhor, é bonito gerar uma vida, sentir o bebé, mas pronto. Bom bom é quando ele nasce! Por esta visão já fui subtilmente olhada de lado porque quem me conheça mal vai achar-me uma insensível. Não sou. Sou apenas realista e algo impaciente porque quero é que o meu bebé nasça. Mas por ter esta visão que alguns consideram "abrutalhada" encaro com serenidade o facto de ter de me levantar de noite para ir ao wc, as dores nas costas e um sentimento geral de crescente incapacidade, que se traduz muito simplesmente por já não conseguir varrer o chão com aquelas vassourinhas pequenas.

Tudo isto para dizer que não somos mais do que os homens, até porque sem eles não estaríamos a passar por o que algumas consideram mágico e lindo e outras consideram natural e parte integrante da vida.
Acima de tudo, não esperem um estado de graça, porque vão perceber que não é da pior maneira possível.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Estadia gloriosa pelo segundo trimestre adentro

Ora, vejamos;
Nesta época natalícia, afinal, tudo o que recebi foi uma intoxicação alimentar, uns dias de molho, uns quilos a menos, mil prendas para a criança e uma enorme barriga!!
Assim de repente!! Sem mais nem menos!!
Onde é que já se viu uma coisa destas? ein?







foto de qualidade duvidosa em wc super-piroso (é o que se pode esperar daqui do estaminé), mas elucidativa qb.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Eu e Carolina Salgado

A minha única semelhança com a Carolina Salgado é que em breve e devido ao tamanho da minha barriga, também alguém terá de me cortar as unhas dos pés, como ela fez ao Jorge Nuno.

Neste Natal

O meu presente, eu quero que seja: comer tudo e mais alguma coisa!! >:(
Seguindo à letra, porque me é muitinho conveniente, os conselhos do livro da minha avó:
(...) A simplicidade da cozinha não deve, porém, ser levada tão longe, que enfastie pela monotonia (...)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Violência Doméstica

Ontem começou a violência doméstica na minha barriga.

Recebi o primeiro pontapé do meu bebé :)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Este presente

Deu-me a minha avó ontem, que diz ter-lhe sido muito amigo durante as suas gravidezes.
É editado pela Empresa Nacional de Publicidade, é do Dr. M. Ferreira de Mira, chama-se "Mãi e filho - a arte de ser mãi" e é de 1936.

Ás Mãis Portuguesas:
Escrevi êste livro pensando nas meninas portuguesas em idade de casar. Na visão que têm do seu futuro, aparecem-lhes criancinhas robustas, engraçadas e lindas a quem ternamente acarinham e que as tratam por mãi. Depois, quando já foi escolhido o homem que há de ser seu companheiro pela vida fora, alia-se, no espírito da menina, à imagem dêsse homem, de traços conhecidos, uma outra de vagos contornos mas de forte poder de sedução, que é a do primeiro filhito que hão de ter. Assim começa a mulher a amar o filho antes de o ter gerado. Mais tarde, quando aparece, êle apossa-se de tal modo do coração da mãi , que o afecto que ela lhe consagra se sobrepõe a todos os afectos, mesmo ao que dedica ao marido em cujos braços passou de menina a mulher. (...)


Ainda não li muito mais que isto, mas, a avaliar pelo prólogo, que é delicioso, advinha-se um livro muito apetitoso. Volta e meia talvez poste por aqui um ou outro apontamento que julgue interessante e de utilidade anacrónica :)

Mil perdões pela péssima qualidade da fotografia, a culpa é do meu telemóvel que é muito tímido, pobrezinho :(

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

:')

Parece que começo a sentir alguma barriga a querer florescer, como tal optei por deixar de a apertar na minha roupa normal e fui comprar as primeiras roupas pré-mamã.
Tenho 1,74m, sou de natureza algo voluptuosa :$, e estou grávida de quase quase 4 meses; ainda assim comprei tudo no tamanho L - não XL!, não XXL! - três vivas à H&M por nos fazer sentir tão elegantes!!
todos juntos
VIVA, VIVA, VIVA! \O/

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

O que não dizer a uma grávida - Parte II


A tasca onde almoço todos os dias desde o ano de 1998 caracteriza-se pela familiariadade entre os seus comensais pelo que, não foi com surpresa que hoje, ao reparar que não tinha mesa, um habitué perguntou se eu não me queria sentar na mesa ao lado da dele, que tinha apenas dois lugares. Agradeci a gentileza e acomodei a barriga o melhor que pude enquanto esperava pela minha amiga Catarina, que chegou passados uns minutos.

O senhor, na casa dos 50 anos, baixinho e careca de mariconera* em punho, começou a meter conversa connosco a propósito, claro, da minha barriga.


- Então o bebé está numa posição dificil hein?
(eu assenti, sorrindo)
- É o primeiro ? A senhora ainda é nova...é que os primeiros às vezes são complicados...
- É o primeiro sim (sorrindo, desta vez de forma mais amarelada, antevendo o tema que aí vinha).
- Sabe, quem está ligado a estas coisas dos hospitais vê de tudo: malformações, nados mortos... ainda no outro dia houve uma rapariga que já ia para ter o bebé e nasceu morto.
(a minha amiga) - POIS, mas se calhar não é a MELHOR altura para pensar nessas coisas!!!!!

Foi nesta altura que fingi receber uma chamada no telemóvel. Ou atendia a chamada imaginária ou dava um soco ao meu interlocutor forçado e dizia-lhe para ele ir pregar as suas desgraças para outra freguesia.

*mariconera - pastinha em miniatura que normalmente é utilizada pelos homens como o descrito aqui, debaixo do braço a aconchegar o jornal Record.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

14 semanas

E menos 3 kilos, e menos mil milhões de pêlos nas pernas - braços - sovacos - buço, e mil cabelos mais claros - quase - loiros, e mil cansaços desmedidos, e mil dores lombares, e mil enjoos a mais, e uma borbulha nova por dia plantada no nariz - queixo - testa - sobrolho - bochecha - tempora - etc; e barriga nem vê-la :O