segunda-feira, 13 de abril de 2009

No parque

Andava o Minúsculo escorra-acima-escorrega-abaixo quando um menino ficou parado a meio sem se mexer nem reagir aos seus empurrões, o que o deixou meio irritado. 
A mãe do menino corou de vergonha e pediu-me desculpa, ora!, desculpa pedi eu!, que afinal o meu filho é que estava a empurrar o dela. 
A senhora sorriu-me, perguntou que idade é que ele tinha, quase dois, disse-lhe eu. Ficou comovida, disse que foi nessa idade que perdeu o filho; que ele deixou de lhe falar e de responder ao nome, entre outras coisas. Tempos mais tarde foi-lhe diagnosticado autismo.
Confessou-me que tem muito medo de sair de casa, que as pessoas olham de lado e que muitas vezes fazem comentários muito desagradáveis e recriminam-lhe o comportamento.
Acho que todos deviamos estar mais sensibilizados, tentar perceber e não julgar a linguagem deles. Ah!, e apoiar mais os pais, nem que seja com um sorriso apenas : )

4 comentários:

Quicas disse...

É uma doença muito solitária...

Marina disse...

Quem é mãe, ou pai, devia saber compreender e dar apoio, pois ninguém está livre de ter um filho assim. O meu irmão é deficiente, tem uma doença rara chamada síndroma de von recklingausen, e também já fomos alvo de alguns comentários infelizes. Enfim... há pessoas que não têm mesmo noção. Bjs e força a essa mamã!

Alexamaral disse...

Infelizmente também sei o que é crescer junto de uma criança com deficiência. E também já passei por diversos momentos bastante desagradáveis! É triste, mas é o país que temos! Coragem a todas as mães com problemas similares!

Um pedaço de azul... um BloGui diferente disse...

A Quicas, em cima, disse que é uma doença muito solitária. Sim, é muito verdade. Tenho um aluno, da minha direcção de turma, que é considerado Asperger, uma vertente do Autismo. Por isso, é bem verdade. Precisamos apoiar a família e essas crianças solitárias.
Um beijo