sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sondagem: ensino público ou privado?

Caríssimos
O que vos apraz dizer sobre este tema:

Escola pública ou colégio privado a partir dos 3 anos?
É votar e explicar porquê.

22 comentários:

Anónimo disse...

Olá,
é a primeira vez que comento este blog.
Tenho um pequenote de 8 meses e gosto muito do vosso blog, porque isto de ser mãe exige mesmo um pouco de humor...
Bom, relativamente ao tema em questão: eu votei na opção "Colégio privado" embora tb tenha as minhas dúvidas.
No entanto, falando com um casal de amigos que são professores de matemática no ensino público foi o que me aconselharam.
Penso que tudo depende das opções que se tenha, de como são as escolas públicas e os colégios privados perto de casa.
Há escolas públicas boas, e se me fizessem esta pergunta há uns anos atrás eu nao hesitaria: escola pública!

Parabéns pelo blog!

Carla

Melissinha disse...

Digo pública porque acho importante uma educação plural, com crianças de vários backgrounds e etnias. Acho que é mais fácil encontrar isso numa escola pública do que numa privada, onde tudo é mais uniforme.

Margui disse...

Eu votei colegio privado, porque dou explicações e vejo nos meus alunos, que vêem de ambos os sistemas, uma diferença abismal na aprendizagem, educação, disciplina e dedicação.

Angi e Bia disse...

Pública...simplesmente porque sim...na Pública está a SOCIEDADE a encarar no futuro...
Bjocas

sorrisos da minha alma disse...

Olá.
O ano passado, coloquei a mim essa mesma questão, depois de inscrever a minha filha numa escola privada e ter sido aceite a sua entrada.
Houve algo que me fez voltar atrás, quando comecei de facto a reflectir no que eu queria para a educação da minha filha. E voltamos atrás.
Fazendo a escolha pela Pública, pelos ensinamentos que lhe iria dar para o resto da vida. Lembro-me que alguém me dizia e muito bem, que numa escola pública teria contacto com outras posturas, outras realidades, outras vidas, outros níveis que isso só poderia contribuir para que ela tivesse a sua própria postura no mundo.
À criança faz-lhe falta o conhecer colegas com diferentes condições económicas como ela dizia e muito bem, fazia-lhe lembrar uma bolha de ar; um mundo separado de tudo o resto…
Hoje está no 2 ano numa publica e vejo que fiz a melhor escolha para ela.

Bjs

pimenta rosa disse...

eu votei em colégio privado.
eu fiz a infantil e a pré-primária no privado, a primária no público, do ciclo ao 12º ano privado, e universidade também em ensino privado.
desculpem-me as pessoas mais susceptíveis e não querendo ofender ninguém eu voto no privado porque confio muito mais, porque posso intervir muito mais, porque pago e as reclamações ou sugestões são ouvidas.
muito simplesmente porque não acredito no ensino público em portugal, que não me oferece uma série de condições que considero minimas.

Belita disse...

Pública.
Pessoalmente, porque não teria dinheiro para a privada!

Extra-pessoal, porque o ensino privado é uma bolha de sabão que envolve os seus alunos e os separa da realidade e da sociedade actual.

Público sempre, com as suas coisas más e boas!

ulis disse...

Como já disseram, tudo depende das opções que tens disponíveis à tua volta e da qualidade de umas e outras.
Eu optei pelo privado por questões específicas mas excluindo isso, nessa idade voltava a optar pelo privado. O cuidado e a atenção dada às crianças é diferente, o pré-escolar é muito mais "exigente" e estão numa fase em que os bons hábitos vão-se reflectir no futuro.

Este ano entrou para a primária numa escola pública. Já tem outra idade, já tem princípios e valores mais definidos e encara bem "a sociedade actual" (AH!) porque convive com ela nos jardins e parques públicos e noutros locais onde brinca, passeia e faz amigos quando está fora da escola. Na sala de aula tem alunos com necessidades especiais, várias raças/etnias e lida bem com todos.

Anónimo disse...

publica, por todos os motivos e mais alguns! não é por se pagar que se tem melhor educação. ponto. claro que especificamente há escolas privadas melhores que públicas, mas também o há o contrário. acho que deprezar as públicas a favor de privadas é tantas vezes snob. fica bem dizer que o filho está no colégio em vez de está na escola pública, onde se dá com (imagine-se) pessoas de todas as raças e feitios e estratos sociais. se o ensino for bom (e aqui há uma privada com ensino horrivel), pública all the way. porque não aproveitar a sociedade, aproveitar o que tem para nos oferecer? para quê pagar, havendo outras possibilidades? bons professores pode-os haver em todo o lado, e, se se calhar não têm tanto material disponivel, podem compensa-lo de outro modo.
além de que por pagar não quer dizer que se pague qualidade, melhores cuidados e melhores condições... nem tão pouco que qualquer reclamação seja aceite. se calhar devia, mas todos sabemos como é.

Anónimo disse...

Privada, claramente. Andei em colégios privados até ao nono ano e nunca vivi em nenhuma bolha separado do resto do mundo - considero isso uma fantasia. Além da escola há muitos outros sítios onde se contacta com pessoas de todo o lado.
A escola pública está mal organizada, não concorre e as pessoas que lá trabalham não têm nenhum incentivo para trabalhar bem. E não estou a dizer que as pessoas que trabalham no público são más ou que o privado são rosas e o público são espinhos - simplesmente que uma escola privada funciona num sistema bem montado e a escola pública num sistema mal montado. Há escolas públicas muito boas, mas conseguem-se apenas com sorte ou vigarices, como foi o meu caso.

chica bacana disse...

Pública pública pública!
Diz uma ex menina de odivelas com um irmão ex aluno dos pupilos do exército.
Claro que depende da escola, há escolas que não lembram ao diabo mas normalmente estão em sitios que também não lembram ao diabo e penso que não vais enfiar o miudo na primeira escola que te aparecer à frente independentemente do que te parecer.
Justifico o meu voto porque como disse andei em escola privada e pública, claro que quando fiz a mudança andei um ano à sombra da bananeira tal era o avanço em termos de conteúdos que tinha em relação aos outros mas não foi por isso que deixei de entrar na faculdade no curso que quis e entendi, claro que não existem pressões e precisará de mais apoio em casa nesse sentido, é que na pública vires a ser um falhado não lhes importa muito. Mas quem tem uma educação sólida em casa encontra o caminho, a privada é boa, óptima, para os que são uns animais que não receberam educação em casa e assim paga-se para alguém fazer o trabalho dos pais. Não me parece que seja o caso. A nivél de conteúdos realmente não é a mesma coisa mas o Manuel será um miudo inteligente que se interessará pelas coisas e não estará à espera que sejam os professores a dar-lhe de bandeja tudo o que ele precisa. De qualquer modo a questão nesta idade ainda é menos polémica a meu ver. Conheço algumas educadoras de infância e é muito mais dificil entrar no ensino público, ganha-se melhor e por estas razões é em principio onde estão os melhores profissionais.
Além disso acho muito importante crescer com pessoas de todo o género, eu bem sei o que passei quando saí de um colégio militar interno só de meninas e fui para uma escola onde o respeito pelos professores estava fora de moda, tínhamos de ter cuidado com a carteira, fui ameaçada e cheguei a levar pancada, pela primeira e única vez, de um bando de rufias feias e invejosas (mas muito mais fortes e corajosas que eu que levei e não dei, crendo só no meu poder de argumentação) enfim, foi uma adaptação dificil mas a escola era muito má e de quaquer modo em dois anos lá me ambientei e criei amizades que duram até hoje. Quando finalmente fui para o liceu senti-me em casa, os outros infelizes chumbaram ou acabaram o ensino obrigatório e foram viver de subsidios ou que raio essa gente faz da vida e eu estava num sitio onde tinha gente muito diferente entre si, muito diferente entre as suas contas bancárias, entre as roupas que vestiam,etc. A única coisa que tenho pena é que não se use farda nas escolas públicas, é um hábito que não existe em Portugal e que eu acho muito benéfico por ser uma forma de obrigar os miudos a valorizarem-se e distinguirem-se por outros aspectos que não sejam a roupa e os ténis de marca no entanto muitas escolas públicas também não o fazem. A maioria das pessoas quando digo isto olha para mim como se fosse uma fascista mas é uma questão de sermos menos superficiais.
Valorizo mais o crescimento pessoal do que intelectual, esse ele pode adquirir noutra idade, agora é mais importante que se forme enquanto pessoa e viver num mundo demasiado protegido e elitista cria seres alienados da realidade, muitas vezes arrogantes não por convicção mas por alheamento.
Ficou a minha extensa opinião e experiência.
Não tenho filhos mas trabalho com crianças e gosto de ler o vosso blog e hoje estou num dia de escrever.
Seja qual for a tua escolha, claro que vai ter influência nele mas não é por isso que ele se torna um índio ou um beto, a educação vem de casa, mesmo quando se está num internato.
Felicidades para vocês

Paula Alves disse...

o aziz entrou este ano num jardim de infância público, no jardim de infância nº1 de benfica, e estou maravilhada com aquilo. foi a minha primeira opção após a longa cruzada de inscrições em escolas públicas.

escolho as escolas públicas pois só assim sinto que consigo "fazer-me ouvir". aquilo que não funciona no sistema público de ensino passa por mim mãe que tem o poder de, juntamente com outros pais, tentar alterar e melhorar o que não está bem (espero estar a conseguir expressar-me).

existem em lisboa excelentes jardins de infância sejam eles privados ou públicos. se optasse por um privado seria um com um método pedagógico alternativo, como o waldorf.

se já estás a pensar no futuro do m., nada como visitares uns quantos jardins de infância e escolheres o que mais te agrada seja ele privado ou público.

beijinhos,
paula

Sofia, Pedro e Joana disse...

Olá querida mamã, a Joana começou a frequentar uma creche privada e veremos se vamos manter esta opção durante a sua vida escolar. Optamos pelo privado porque sou psicóloga infantil e já estive em muitas creches públicas cujas práticas educativas e sensibilidade para com as idiossincrasias de cada bebé não eram as mais adequadas.
Eu própria frequentei o privado até aos 12 anos, depois passei para o público, frequentei igualmente uma faculdade pública e, por isso, considero que uma mistura das duas seria o ideal. Mas, para começar, o privado.
Beijinhos,Sofia,Pedro e Joana

Maria disse...

Talvez até á primário o privado seja mais "seguro".. mas a partir da primária sem dúvida que o público é o melhor caminho.. Só assim se consegue conhecer a diversidade cultural...Que na privada não existe.

bjnho.

Mãe da Tiz disse...

Como sempre frequentei o ensino público e sempre trabalhei no ensino público, só posso defender a minha camisola. Tal como foi dito ali em cima, não é por a criança numa escola qualquer, num bairro social... tb é preciso escolher.
Acho que há bom e mau em qq lado, seja ele público ou privado, mas ainda assim considero que no público as crianças lidam mais com a realidade social...
E se formos a ver (salvo raras excepções, pois há pessoas que preferem o privado) os "melhores" professores (pelo menos com as melhores notas) vão para o ensino público!

Boas escolhas ;)

Patrice disse...

Eu teria optado pela pública porque tinha as melhores referência pedagócias da zona, porque me bastava atravessar a rua. Tem vaga mas não a aceitam porque ainda tem fralda.
Nos entretantos, foi aceite numa IPSS onde estava inscrita há ano e meio. Até agora, toda a gente da zona (que como sabes não é minha de origem) me garantiu que nao podia estar mais bem entregue.
Há quase 1 mês que lá está e o meu instinto maternal, de há ano e meio, tem-se mantido. A alimentação, por exemplo, tem sido uma revelação para todos.
Quanto ao tal público aqui do sítio, parece que houve uma "revolta" na semana passada da Associação de *ais. O infantario é um edificio provisório há 30 anos, com 2 salas para 44 meninos, onde não há sesta nem aos 3 anos pq não há espaço. Entrava no espaço quem quisesse sem controlo pq o ferrolho que lá estava até os miudos abriam, foi um pai que o comprou e colocou mas continua a n haver ninguem a controlar quem entra; no refeitorio, comem os 44 ao mesmo tempo seguidos dos 96 do ensino primário da escola ao lado... o "recreio"... bom, nem vou tecer comentários.
Custa-me financeiramente pagar o que paço pq tenho de pagar o transporte de regresso também mas esta IPSS, pelos vistos tão bem conceituada na zona, tem umas condições mto boas e acho q para o ano se ela tiver vaga no publico, só passa para lá se eu n puder mesmo pagar a IPSS.
Mas é uma questão de sorte. Há um colégio moderníssimo aqui perto, em que um menino de 3 anos paga 600 euros fora as actividades e tem as piores referencias de todos...

Patrice disse...

Só para acrescentar que quando chegar à primária, prefiro o público.

(Adenda do post anterior: chegaram-me a dizer q para eles com esta idade, 3 anos como a tumtum, é-lhes indiferente o ensino. Eu não acho.)

Barriguita disse...

Sou professora e dpois de ter passado por várias escolas públicas, estou há 4 anos num colégio privado. Continuo a defender a escola pública, porque sei e conheço diversos colégios em que a qualidade de ensino é má. Para o meu filho, acho que vou optar pela escola pública, por diversos motivos:
- se for para ir para um colégio, são poucos os que servem... e os que realmente são bons, são caros... e não concebo passar dificuldades quando aqui perto há escolas públicas de qualidade;
- hoje em dia, cada vez mais as escolas investem na qualidade. Quero que o meu filho conviva com todas as realidades, e que nao seja criado num mundinho cor-de-rosa onde todos os meninos vivem bem e ninguem passa dificuldades e;
- para mim, desde que os pais façam um bom acompanhamento aos filhos, desde que lhes sejam proporcionadas todas as condições para crescerem de forma saudável e aprenderem, uma boa escola serve.

e muito mais haveria a dizer. Eu tenho o meu filho num infantario privado por questões de logistica, mas aos 3 anos, certamente ira para uma escolinha publica. A questão é escolher bem, porque nem todas servem.

gralha disse...

Votei pública mas claro que depende das escolas. Sempre andei em boas escolas públicas mas acho que isso depende das zonas.

inesn disse...

vou seguir o exemplo do que os meus pais fizeram comigo e com os meus irmãos: privado até à 4ª classe e depois, sem qualquer dúvida, escola pública.

Alexamaral disse...

A M. até à 4ª classe vai continuar no João de Deus (IPSS); depois disso, em princípio, vai para a pública. Mas tudo depende do que tens à mão... há públicas boas e más, e o mesmo se aplica ao privado.

Quicas disse...

Hum...pergunta pertinente, com certeza. Sou educadora de infância há seis anos, desde sempre num infantário privado. Estagiei lá e depois convidaram-me para lá continuar a trabalhar. Por isso vou falar um pouco da minha experiência...vendo os comentários anteriores, reparo que quem defende o ensino público faz principalmente com a justificação de lá haver contacto com diferentes raças, religiões e estratos sociais.
Bom, no infantário onde trabalho (cotado como um dos melhores e mais caros da Madeira) há meninos portugueses, ingleses, russos, gregos, eu sei lá mais. Na minha sala tenho uma menina preta, e tenho tanto meninos filhos de engenheiros como meninos filhos de pai/mãe desempregado ou a trabalhar numa caixa de supermercado.
Pelo menos cá, já não se nota esse elitismo: ricos vão para o privado, pobres para o público. E outra coisa, tanto se encontram bons infantários e bons professores/educadores no ensino público, como maus infantários e maus educadores no privado. Atenção, não devemos ver as coisas por esse prisma, de que "eu pago, logo devem ser os melhores". Hoje em dia já não é assim.
Pessoalmente também nos deparamos com esse dilema com a Flor para o próximo ano lectivo...deixamo-la onde está (no privado, onde também eu trabalho) até os 5 anos, ou pômo-la numa pré pública para preparar-se para o 1º ciclo?
Tudo isto é muito complicado... é uma decisão que tem que ser baseada na experiência, na confiança e...digamos a verdade...no conhecimento in loco do local e dos profissionais.

bjocas