terça-feira, 10 de novembro de 2009

O meu irmão tem gripe A

Soube hoje quando foi ao sôtor, e, visto que estivémos juntos ontem depois do jantar e que já há casos na escolinha deste Minúsculo, achei que deveria ser prudente e fazer um stock de comida, chás, benurons e afins enquanto não caio enferma.
Fui, portanto, ao supermercado, munida de uma lista, que entretanto perdi, e uma boa dose de enfado porque, confesso, odeio todas e quaisquer tarefas domésticas.
Juntei tudo o que me lembrava num carrinho, mais outras tantas coisas que compro sempre a mais e sem utilidade nenhuma, e fui esperar para pagar.
Estavam as caixas todas com enormes filas e escolhendo ficar na que estava mais perto calhou-me a prioritária.
Passado um pouco chega uma mãe com um carrinho de bebé a quem eu gentilmente cedi passagem.
Duas pessoas foram atendidas, depois a mãe e depois começo eu. Estão as minhas bananas na balança e a mãe já quase de saída a dar-me um sorrisinho como quem diz obrigada e tal, quando vem por ali fora, furiosa, uma senhora de meia idade que resolve pegar no sinal, agitar os braços e gritar que aquela situação não se encontrava ali desenhada, que não havia carrinhos, só colo, e que portanto ou ela estava grávida outra vez ou andava de cadeirinha de rodas ou então não tinha nada que passar à frente.
Eu, meio-incrédula-meio-aparvalhada, tentei por alguma água na fervura, com já meio mundo a olhar para nós, que tinha sido eu a deixá-la passar, que foi por causa do bebé, que é chato para eles, que ficam impacientes, que começam a chorar e que isso também incomoda as pessoas quando levo com um grito nas trombas, para me calar, que não era nada comigo, que era com a organização do pingo doce, porque ela só tinha duas coisas e que como tal não tinha que ficar mais de 5 minutos na fila, muito menos a ser passada a frente por pessoas saudáveis, que todos os dias presenciava injustiças destas mas que hoje não lhe apetecia ter ficado calada, e solta um *puf* ou um *bof* e olha para mim de lado e para eu me limitar a minha insignificancia se fizesse favor.
Não fiz, gritei-lhe de volta: POIS NÃO, APETECEU-LHE DIZER MERDA! QUE É O QUE DEVE SAIR DESSA BOCA TODOS OS DIAS!!
E vim-me embora. Porque há coisas que me irritam muito, muito muito, e eu não me posso irritar, elevam-se-me os níveis de cortisona e impacienta-se-me o pequeno aneurisma.
E pronto, pode ser que entretanto lhe tenha acertado com ou outro predigoto e lhe tenha pegado a gripe, que por acaso acho que não tenho porque tenho cá na ideia que já a tive há duas semanas.
Entretanto esqueci-me de comprar açucar, mais uma vez.

15 comentários:

Melissinha disse...

hahaha a mulher soltou o verbo.

Joana disse...

Fizeste muito bem! Vale pelas vontades que já tive de o fazer e nunca fiz!!! As melhoras!

Patrice disse...

Valente! \o/

Ana Princesa disse...

LOOLL!
Tb n me deixo ficar, e quem diz o que quer...AZAR!

Tânia disse...

Boa!

Marina disse...

Ahahah, hilariante! Tu és demais! :D

naovouporai disse...

LOL bem mandada :D

sofia disse...

Bem dito sim senhora!
Então ela lá tinha de se meter?... irra!
As melhoras para o teu irmão e o Minúsculo a ver se não apanha
bjs

Márcia disse...

Boa, bem dito!!!

Eu acho o máximo as pessoas terem a coragem de dizer que a curança tem de estar ao colo!!!

É CRIANÇA DE COLO!!! E não AO!!!

Essas dão vá uns nervos!!!

Bjs

mm disse...

Muito bem! Era bom que a senhora tivesse apanhado com um perdigoto infectado...

By Deva disse...

Ah, ah, ah adorei a tua ida ao Pingo Doce :D

Mafalda disse...

ahahahahahahaah LINDO!!

Luna disse...

Nunca comentei mas hoje faço, sabes pq? pela tua atitude sim senhor é digna de uma salva de palmas!
bjkas
Luna

Lurdes Silva disse...

Ela estava a pedi-las. Parabéns, por ter tido a coragem de dizer aquilo que muitos estariam a pensar.


Lurdes

Igraine disse...

Um post destes devia ter um aviso... se calhar é por causa da hora ou por a minha filha estar aos guinchos há quase 6 horas.... mas parti-me a rir, tenho lágrimas a cair...