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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Revolta

Apesar de não conhecer a amiga da Tatas que está a passar pela terrível provação de um parto normal há 24 horas, sabendo que vai ter um bebé morto, a minha solidariedade está com ela e a minha revolta também.
Bem sei que são situações de dimensão diferente mas como é que é possível que para se fazer um aborto legal de um bebé não desejado as coisas sejam de uma simplicidade (até) excessiva e no caso de uma mãe que desejou o filho, que tinha tudo planeado, pronto para o receber, a façam ficar mais de 24 horas em trabalho de parto, indo já na 3ª epidural e não a deixando estar com a família? Esta rapariga corre o risco de ficar irremediavelmente marcada por isto, um crime que a poderá deixar com sequelas físicas e com toda a certeza psicológicas.
Julgo que deve haver uma explicação para que nestas situações os médicos insistam no parto normal, mas tem de haver um limite, tem de haver ética e sobretudo sensibilidade para pôr cobro a uma violência destas. Se passado "x" horas não consegue a expulsão do bebé que se faça uma cesariana, de preferência com anestesia geral. Nenhum trabalho de parto hoje em dia dura 24 horas, quanto mais o de um nado-morto.

As pessoas por vezes irritam-se quando eu digo (ainda recentemente acerca das escolas públicas ou privadas) que em algumas situações, pagando temos um melhor serviço. Aqui está a prova. Se esta rapariga estivesse num hospital privado, já lhe tinham tirado o bebé, não a obrigando a passar por isto.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

24 horas horas

Depois de ontem continua tudo  na mesma. 
: (

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Uma grande amiga minha de infância

Grávida de 36 semanas perdeu hoje o bebé.
Está no hospital à espera que lhe induzam o parto desde a tarde e dizem-lhe que só amanhã de manhã é que o irão fazer. Não deixam sequer o marido estar com ela.
Como é possível?
FODA-SE, QUE GRANDES FILHOS DA PUTA!
É o que me ocorre dizer, gritar para toda a gente ouvir, porque de resto nem sei que sentir, quanto mais o que fazer para ajudar : (

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Resultado da Sondagem


No jardim infantil, originally uploaded by juliana_way.

Resultado da sondagem Babygrows : Escola Pública ou Escola Privada.

Total dos votos: 53
Escola Pública : 67.9 %
Escola Privada: 32.1 %

E, sem grandes surpresas, ganha a escola pública. Digo "sem grandes surpresas" porque julgo que a maior parte das pessoas desejaria ter uma boa escola pública para onde os filhos pudessem ir estudar. Ou seja, por princípio quase toda a gente é adepto do sistema público, não só pela qualidade que sempre lhe foi associada (no meu tempo algumas escolas privadas eram bastante mal vistas) mas também por aquela ideia, com a qual não concordo totalmente, de que, só no ensino público é que as crianças contactam com a verdadeira sociedade, com outras raças, etc.

Do meu ponto de vista, esse contacto com a verdadeira sociedade é feito também no colégio privado, mas acima de tudo, é feito através do diálogo com os pais, do contacto com crianças no parque, no jardim, em colónias de férias, etc. No fundo, não pondo os nossos filhos numa redoma mas também não os atirar para um mundo cão com 6 ou 7 anos. Não quero com isto dizer que todas as escolas públicas são "um mundo cão", não acho que sejam. No entanto, há muitas que o são, não só pela falta de regras e disciplina mas sobretudo pelo contacto menos próximo que os professores tendem a ter.

Finalmente, a qualidade do ensino. Quem diz que "não é por pagar que o ensino é melhor" está enganado. O ensino é normalmente melhor para quem paga, porque, ao ser uma entidade privada, o lucro interessa e só há lucro se a qualidade se mantiver acima da média. Idealmente deveria ser assim? Não. Mas infelizmente é assim que as coisas funcionam. Se eu tiver possibilidades financeiras, os meus filhos irão para um colégio privado.

*A foto que ilustra o post: eu na pré-primária, com um ar muito chateado. Era uma escola pública. Hahahah

Antigamente


Eu e a minha irmã, originally uploaded by juliana_way.

Vestiam-nos de igual e dormíamos no mesmo quarto.
Quando mudámos de casa, foi complicado adaptarmo-nos a ter um quarto para cada uma.
Apesar da diferença de idades (3 anos e meio), conversávamos muito antes de adormecer e fazíamos parvoíces.

*E este papel de parede? Hein?
* As colchas de patchwork, tão na moda agora, foram feitas pela minha mãe!

Afinal

A primeira doença deste Minúsculo foi a Sexta!
O que vale é que desaparece mais rápido do que aparece, mas ainda deu para ficarmos o fim-de-semana de quarentena; 

um nu a baixar a febre e uma coxa, no sofá, a ver filmes e a comer cheerios : )

doentes a ver tv, originally uploaded by supertatas.

domingo, 5 de outubro de 2008

Depois da escola

Todo o santo dia 

chega a casa e corre para a bateria.

rock yeah!, originally uploaded by supertatas.

sábado, 4 de outubro de 2008

Nos diários de família que vou herdando

Encontro pérolas assim: Viagem de Portugal para o Congo (mais tarde Zaire, hoje Congo, outra vez, mas agora em formato República democrática, errrrr, dizem eles).
Embarcou no s/s Lourenço Marques no dia 30 de Setembro de 1946 em Lisboa com apenas dois meses de vida.
Foi alojada no camarote nº6 com o Pai e a Mãe.
Chegámos ao Porto de Leixões no dia 1 de Outubro onde desembarcou e foi dar uma volta de carrinho mais os Pais.
No dia 5 de Outubro tiramos uma fotografia no Funchal.


Tirámos uma fotografia em Santomé (S. Tomé, portanto) no dia 15 de Outubro.

Chegada a Luanda no dia 18 de Outubro de 1946.
Instalada na Mampeza casa de Avelino Silva.



Dia 22 partida de avião para Leopoldville (hoje kinshasa), um dakota bimotor, sempre bem disposta fez a viagem ao colo da mãe e na sua alcofa.
Chegada a Leopoldville às 5 e meia.


Nesta cidade demos vários passeios indo sempre a bebé. De Leopolville para Matadi viemos de comboio, uma viagem muito maçadora mas sempre bem disposta e muito risonha. Chegámos dia 4 de Novembro. (...)


Quem era a mãe que hoje em dia se metia numa aventura destas? :D

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Antigamente III


Avós, originally uploaded by juliana_way.

Os meus avós, na India, quando o meu avô esteve lá numa comissão militar.
"Na Índia sê indiano".
Quem diria que, anos mais tarde, também eu iria viajar para lá.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

No seguimento dos posts da Sara...

Eu, que careta tão feia >:D

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dá que pensar

O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista. Vale a pena ler.

'Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreirasda praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis e um exército de professores, explicadores,educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida , mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho,os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos.A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade.O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!'

Antigamente II


Mãe, originally uploaded by juliana_way.

As mães pareciam actrizes de cinema..

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Antigamente I

Por vezes vestiam-nos de igual e cortavam-nos o cabelo de formas inimagináveis.

Legenda - Em Angola, nos anos 80. A minha irmã (mais à esquerda), um menino nosso amigo do qual não me lembro do nome e eu.

*Aqui se inicia uma série de fotos antigas que quero recuperar e que mostram a minha infância.

domingo, 28 de setembro de 2008

Hoje, um ano e quatro meses

(Igual a dezasseis meses, para me situar, que devo ser a única mãe que já não se entendia com a gravidez às semanas quanto mais com a idade do filho aos meses).
E quando o M. entrou pela nossa porta adentro, para um dos habituais convívios, envolveu-nos numa saudação tão efusiva que acordou este Minúsculo (estava no seu sono reparador de beleza há cerca de uns míseros 15/20 minutos).
Foi portanto uma tarde muito agradável, brindada pelo humor irascível do mesiversariante que por volta das 19.45 se aborreceu de tal soberba maneira que se foi deitar sozinho :/

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sondagem: ensino público ou privado?

Caríssimos
O que vos apraz dizer sobre este tema:

Escola pública ou colégio privado a partir dos 3 anos?
É votar e explicar porquê.