"(...)Tomamos café e eu trabalhei enquanto Ava ficou brincando com meu iphone. Aliás como convencer uma criança de que um telefone que é feito pra crianças operarem não é brinquedo? O meu não vai durar muito.(...)"
by Aggeo Simões in Manual do Pai Solteiro
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Coisas que poderia ter sido eu a escrever
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Este Minúsculo,
Desde que lhe tirei, mais ou menos há um ano, as grades da cama, que ganhou um difícil-de-quebrar-hábito de aparecer no meu quarto a meio da noite, de choramingar para eu o ajudar a entrar/subir na minha cama-que-está-a-dois-palmos-do-chão e aí passar o resto na noite, praticamente sempre em cima de mim.
Agora, não só já não tem esse costume, como adormece sozinho e como esta noite apareceu só para me mandar fazer pouco barulho enquanto eu tossia feita doida e me contorcia de arrepios de febre, que ele queria dormir, agitando o indicador como eu lhe faço quando me zango e ficando eu a olhar para cima de tão alto que já está.
Crescem depressa demais : (
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Carnaval
- Manel, queres mascarar-te de quê?
- Deee....BALEIA!
- Não, baleia é muito difícil.
- Humm...De POLVO!
Tanto fatinho de Noddy, de leão, de tanta coisa que se compra no chinês. Mas não. Tinha de ser de polvo. Agora ando a ver como se faz um fato de polvo (sem saber como costurar seja o que for). Ao que parece, com uma camisola de capuz roxa (deve ser muitoo fácil de arranjar) e 3 pares de collants de senhora cheios de espuma, faz-se a festa.
Se eu ou ele não mudarmos de ideias, prometo que coloco aqui uma foto deste dificil desafio. Ou não.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Passeios
Sempre disse que com pouco ou nenhum dinheiro se podem fazer programas muito giros com os miúdos. Falo concretamente de quem mora em Lisboa porque é esse o local onde vivo.
Este fim de semana fomos ao Castelo de S. Jorge. Quem é de Lisboa, basta fazer prova e não paga entrada. O Castelo é um sítio lindo e não falo só da vista. Falo da luz, dos jardins todos arranjados, dos pavões que por lá se passeiam e das ruas à volta, que cheiram a roupa lavada e soam a fado.
Para além do Castelo, há outros locais bem engraçados onde levar os putos:
- Jardim da Estrela - um clássico, onde podem dar pão aos patos e aos peixes, onde há um parque vedado cheio de baloiços e muito espaço para brincar.
- Jardim do Campo dos Mártires da Pátria / Jardim do Torel - em ambos há esplanada; no do Campo dos Mártires há pavões e galinhas e patos e gansos e tudo e tudo. No jardim do Torel há dois parques vedados com baloiços.
- Jardim da Gulbenkian - Tem um lago. Está tudo dito. Um lago com cágados e peixes enormes. E tem aquela aura de mistério e degraus e pontes que atravessam "rios" (diz o meu filho).
Só vai para o shopping quem quer.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Em jeito de balanço e previsão
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Hoje numa lojinha de rua
Os collants compram-se pelo número que se calça, disse-me a senhora, quanto calça o menino?
23-24, por aí, respondi eu.
E dá-me uns collants que temo que nem aos 8 anos lhe serviriam.
Ahhh, tem que ser mais, pequeno, mais pequeno ainda... hummm, talvez um abaixo...
Vai ela e: mas esse rapaz é desproporcionadíssimo!! :O
COMO OUSA? EIN?
domingo, 29 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Licínio
Na creche, quando o vou buscar e ele me ignora continuando a brincar:
- Então Manel, o que fazes?
- Estou a dar a papa ao bebé (um nenuco) e depois vai fazer o ó-ó.
- Ai é? Como é que se chama esse bebé?
...
- Licínio!
- Chama-se como???
- LICÍNIO!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Este Minúsculo,
Este fim-de-semana, entre brincadeiras e falatórios sozinho com os carros e bonecos, começou a falar no Francisco e no António, nomes que eu nunca tinha ouvido.
E o Francisco e o António para cá e o Francisco e o António para lá, no seu discurso meio (muito) atabalhoado dava quase que a entender que eles estavam ali a brincar com ele, e eu: OBLÁ! mas chegámos à fase dos amigos imaginários?
Achei demasiado cedo, dois anos, todos os putos que conheci com amigos destes, família e amigos, tinham todos uns 4 ou 5 ou 6 anos, pelo que fui googlar o assunto para ver se seria possível.
Entre vários sites deparei-me com o texto da wikipedia que diz coisas como: Eles podem aparecer quando a criança passa por momentos de estresse ou de ansiedade, ou situações de estresse, ou de grandes mudanças, ou perdas importantes ou mesmo uma criança solitária sem amor pelos pais que precisa de amigos, que claramente não fazia sentido para este Minúsculo e que, pensando bem, também não fazia sentido para todos os outros putos que conheci com amigos imaginários; bem felizes por sinal, inteligentes e até bastante criativos. Aapesar de saber que a wikipedia não é de todo escrita por especialistas, acho que é uma informação que pode assustar um pouco as pessoas, ou sou eu estou errada e afinal os amigos imaginários são indicadores de patologias tenebrosas?
No entanto hoje já fiquei a saber que, afinal, o Francisco e o António são dois bebés da sala de um ano que ele costuma ir visitar : )
domingo, 15 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
O meu irmão tem gripe A
Soube hoje quando foi ao sôtor, e, visto que estivémos juntos ontem depois do jantar e que já há casos na escolinha deste Minúsculo, achei que deveria ser prudente e fazer um stock de comida, chás, benurons e afins enquanto não caio enferma.
Fui, portanto, ao supermercado, munida de uma lista, que entretanto perdi, e uma boa dose de enfado porque, confesso, odeio todas e quaisquer tarefas domésticas.
Juntei tudo o que me lembrava num carrinho, mais outras tantas coisas que compro sempre a mais e sem utilidade nenhuma, e fui esperar para pagar.
Estavam as caixas todas com enormes filas e escolhendo ficar na que estava mais perto calhou-me a prioritária.
Passado um pouco chega uma mãe com um carrinho de bebé a quem eu gentilmente cedi passagem.
Duas pessoas foram atendidas, depois a mãe e depois começo eu. Estão as minhas bananas na balança e a mãe já quase de saída a dar-me um sorrisinho como quem diz obrigada e tal, quando vem por ali fora, furiosa, uma senhora de meia idade que resolve pegar no sinal, agitar os braços e gritar que aquela situação não se encontrava ali desenhada, que não havia carrinhos, só colo, e que portanto ou ela estava grávida outra vez ou andava de cadeirinha de rodas ou então não tinha nada que passar à frente.
Eu, meio-incrédula-meio-aparvalhada, tentei por alguma água na fervura, com já meio mundo a olhar para nós, que tinha sido eu a deixá-la passar, que foi por causa do bebé, que é chato para eles, que ficam impacientes, que começam a chorar e que isso também incomoda as pessoas quando levo com um grito nas trombas, para me calar, que não era nada comigo, que era com a organização do pingo doce, porque ela só tinha duas coisas e que como tal não tinha que ficar mais de 5 minutos na fila, muito menos a ser passada a frente por pessoas saudáveis, que todos os dias presenciava injustiças destas mas que hoje não lhe apetecia ter ficado calada, e solta um *puf* ou um *bof* e olha para mim de lado e para eu me limitar a minha insignificancia se fizesse favor.
Não fiz, gritei-lhe de volta: POIS NÃO, APETECEU-LHE DIZER MERDA! QUE É O QUE DEVE SAIR DESSA BOCA TODOS OS DIAS!!
E vim-me embora. Porque há coisas que me irritam muito, muito muito, e eu não me posso irritar, elevam-se-me os níveis de cortisona e impacienta-se-me o pequeno aneurisma.
E pronto, pode ser que entretanto lhe tenha acertado com ou outro predigoto e lhe tenha pegado a gripe, que por acaso acho que não tenho porque tenho cá na ideia que já a tive há duas semanas.
Entretanto esqueci-me de comprar açucar, mais uma vez.

















