quarta-feira, 30 de abril de 2008

Agora sim, um update

As coisas aqui por casa não andam muito fáceis. Tirei esta semana de férias e para dizer a verdade, preciso de mais uma. O M. está com vários dentes a nascer, a garganta inflamada, os ouvidos inflamados e o nariz entupido. Fruta da época, todos me dizem. Talvez, mas nele, toda esta condição se traduz numa enorme irritabilidade e rabugice.

Hoje foi a consulta de 1 ano na pediatra. ELA NÃO O CONSEGUIU PESAR NA BALANÇA DOS BEBÉS. E porquê? Porque como tem sido hábito nos últimos dias, o M. fez uma verdadeira cena de faca e alguidar. Gritou como se lhe estivessem a fazer muito mal, esperneou, tentou saltar da balança. Conclusão da médica :
- Nunca vi um bebé de um ano a fazer isto. Ele está com uma vitalidade e um voluntarismo que não são normais nesta idade.
Todos nós queremos que os nossos filhos estejam bem e se possível com vitalidade, mas este comentário dela não me deixou contente. Mais adiante na consulta o que ela explicou é que ele em vez de entrar na fase das birras aos 15/18 meses, está já nessa fase. Até aí já tínhamos percebido. Mas o que ele fez hoje de manhã antes de saírmos para lhe dar os medicamentos e mais tarde no consultório, não tem descrição.
A solução (da médica) : não basta dizer NÃO! Não adianta dar uma palmadinha na fralda porque isso ele esquece e faz a asneira outra vez. No momento em que ele se encontra, o que resulta (diz ela que demorará um ou dois meses) é, nestes momentos de birra terrível, a solução é levá-lo para o quarto ou metê-lo no parque, explicando-lhe que está de castigo pelo que fez. Poderá chorar 5 minutos, que lhe irão parecer uma eternidade, mas aos poucos isto irá funcionar.

Estou com esperança que esta seja uma fase mais complicada devido ao nascimento dos dentes e que assim que ele esteja mais descongestionado volte a ser o M., com as suas birras é certo, porque isso faz parte, mas sem fazer estas cenas para tudo: mudar a fralda, dar remédio, dar o jantar.

Lá o pesou ao meu colo, na balança dos grandes, está no percentil 25 de altura e de peso.
Comida - Vai começar a comer comida normal, sem ser passada (temo o pior) e já pode beber leite meio gordo.

Depois um alerta da médica: nada de danoninhos, nem 1ºs iogurtinhos. Só servem para engordar e gastar dinheiro. Continua a comer iogurtes naturais e só poderei introduzir aqueles com aroma e só no caso dele deixar de comer os naturais.
Segundo ela, esses iogurtes especiais para bebés são apenas marketing e fazem mal porque têm o dobro das calorias e são enriquecidos com isto e aquilo, sem necessidade.

Calçado - enquanto não andar mesmo, convém que ande descalço para ajudar a que se forme a curvatura do pé. Quando começar a andar, usar sapatos com reforço no calcanhar.
Explicou-me também que ele anda em biquinhos dos pés instintivamente, já que é assim que se forma a curvatura.

E é isto. Cada vez mais as minhas teorias de educação caem por terra e a psicologia não me serve para nada. Sinto que o M. anda a medir forças connosco e há uma frase da pediatra que não me sai da cabeça :

Se vocês não tiverem mão nele agora, se não lhe impuserem limites e regras, aos 15 meses já não o agarram.

E eu que pensava que era tão assertiva, tão firme nos meus Não! Pelos vistos não estou a ser e isso está a reflectir-se no comportamento dele. Chegou a altura de parar e pensar, de mudar o rumo às coisas para que ele próprio também se sinta mais feliz, porque como diz o Brazelton, as crianças precisam de limites, são eles que ajudam a construir a sua personalidade.

Conquistas:
- Já bate palminhas de felicidade - dantes só batia quando estava irritado .... oh well...
- Já percebe as palavras dá, toma, bola.
- Já dá high fives.
- Já diz adeus, mas como se fosse um rapper a controlar a multidão.

terça-feira, 29 de abril de 2008

30 anos

Trinta anos. São os anos de diferença que faço do meu filho. Três décadas.
Apercebi-me disso ontem à noite e como não conseguia dormir, o pensamento seguinte foi: são também três décadas de diferença que tenho da minha mãe e do meu pai. Os avós do M.
Pensam que esses anos todos pesam? Não. Os meus pais são de uma energia contagiante, sempre a querer fazer 1500 coisas ao mesmo tempo. Essa diferença não se reflecte porque são pessoas muito abertas e presentes na vida das filhas (e agora dos netos). São a mão preciosa a quem posso sempre recorrer, são as histórias e as cantorias, os conselhos e a sabedoria de quem já viveu muito e tem muito para viver. E posso dizê-lo sem quaisquer reservas: são fundamentais no crescimento do M. e no homem que ele será.

1 ano


segunda-feira, 28 de abril de 2008

Faz hoje 11 meses

Este Minúsculo gigante e delicioso \o/
E nestes últimos dias a sua evolução foi tremenda; está muito mais interactivo socialmente o que dá ínicio a uma nova fase de relacionamento altamente recompensadora; a nossa cumplicidade aumentou exponencialmente!
Aprendeu a dar beijinhos, a dizer adeus, a dar mais cinco, a provocar brincadeiras que tinha achado divertidas em dias anteriores, a pedir água para beber, a pedir para comer, a pedir para ir dormir, disse as suas primeiras palavrinhas (água e cão, nada de mamã :( faz muita peninha), a chamar os cães na rua, a meter-se com as outras crianças, a dizer vrum vrum enquanto arrasta um carrinho pela casa, a reconhecer a sua imagem em fotografias, a localizar objectos, a afastar-se da tv quando lhe digo que está demasiado perto, a reconhecer e adorar voltar a casa depois de dias fora : D
Perdeu o medo do chuveiro!!!
Enfim... é o meu mais preferidíssimo de todo mundo : ' )


11 meses às riscas : ), originally uploaded by supertatas.


E porque 28 é um dia grande: muitos parabéns à my person Sara, ao Rodrigão e à Bia : )

quinta-feira, 24 de abril de 2008

The look of...

Hoje disseram-me que já estou mesmo com cara de grávida.

Parece que já tenho aquela "aura" ou rubor típico das grávidas, e até já se nota um ligeiro inchaço de cara, apesar de fazer exercício físico (hidroginástica) para manter a forma.

A verdade é que já tenho sentido uns sintomazinhos mais típicos da gravidez (até este momento a minha gravidez tem sido verdadeiramente santa, sem vómitos ou enjoos): sensação de azia ligeira de vem em quando, umas dores de costas ao final do dia e uns momentos de fome verdadeiramente selvagens, que me fazem tremelicar e correr para a cozinha. Ah, e estou sempre a ir à casa de banho.

Contudo, ainda não consigo que, espontaneamente, me dêem lugar no metro.

A ver :)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Das suas coisas preferidas

Os livros; é capaz de estar horas entretido : )


o folheador de livros, originally uploaded by supertatas.

O meu filho está um trolha

O M. está a passar por uma fase complicada e muito exigente da nossa parte. Bem sei que estava mal habituada, porque sempre foi um bebé muito calmo e agora a diferença é abismal.

A sua nova conquista, andar pela casa toda agarrado ao que encontra, deixa-o contente e excitado e qualquer tentativa nossa de restringir os seus movimentos, por ex. mudar-lhe a fralda, torna-se uma verdadeira batalha campal. Nestas ocasiões, chego a ficar com ele pendurado pelos tornozelos, em prancha, tal é a gritaria e os movimentos bruscos que faz para nos impedir de o manter sossegado. É ver voar toalhitas e fraldas, ver uma mãe com ar de maluquinha, despenteada e a tentar não elevar o tom de voz. Ainda assim, quando a coisa se torna muito radical, falo-lhe alto, chamo-o pelo nome, com a voz mais assertiva que consigo.
A palavra "não" ainda não faz grande sentido para ele. Ou melhor, faz mas ele não liga. Aos meus repetidos "não!", pega nos cabos da playstation e atira-a para o chão. Aliás, qualquer cabo eléctrico é para ele motivo de grande festa.

Se lhe dou uns legos ou qualquer outro brinquedo, o máximo que o entretém é 10 segundos, partindo logo a seguir para a aventura de explorar (de pé) todas as divisões da casa.

O banho, outrora momento de brincadeira e acalmia, é agora uma luta greco-romana porque ele põe-se de pé na banheira.

Ainda assim, come muito bem e mantém-se calmo na cadeirinha enquanto lhe dou de comer. Está um relógio e no máximo à meia-noite meia acorda para o biberon de 250 ml.
Já inventei várias teorias para esta fase de excitação e acho que qualquer delas faz sentido:

- A excitação decorre do facto de já se conseguir mover de forma autónoma;

- A excitação/irritação tem a ver com os dentes que estão a nascer;

- Tem fome ou anda insatisfeito com a comida. Ainda só lhe dou sopa passada e fruta. Quando tento dar massinhas ou algo mais consistente, cospe.
Em compensação ri-se muito, cada vez mais e palra. Quer acender todos os interruptores porque já percebeu que dão luz.

E pronto. É este o balanço dos 12 meses. Ainda hei-de filmar o momento de mudança de fralda para que percebam do que estou a falar.



segunda-feira, 21 de abril de 2008

Lamechices


Where is my love? Where is my love?Horses galoping, bring you to me
Where is my love?Where is my love?Horses runnning free, carry you and me
Where is my love?Where is my love?Safe and warm, so close to me
In my arms finally
There is my love
There is my love
Horses galloping, bringing you to me
Where is my love?Where is my love?
Cat Power Where is my love

domingo, 20 de abril de 2008

TCHARAN!!

E eis que hoje, depois de me atirar para o colo insistentemente um biberon vazio, disse: água!!
Foi a sua primeira palavrinha, estou tão orgulhosa :')
10 meses, 3 semanas e 2 dias

sexta-feira, 18 de abril de 2008

No banho

Todos os dias a encharcar-me o wc TODO!


o rei do chapinhanço, originally uploaded by supertatas.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ai Portugal Portugal

Hoje tive reunião de pais na creche do M. O motivo da reunião prende-se com as alterações impostas pela Segurança Social nas instituições sob a sua tutela. Ou, dito de outra forma, como transformar um infantário cuja obrigação primeira é tratar de crianças, tendo uma componente pedagógica que os oriente num local burocrático, com procedimentos dignos de uma conservatória ou de uma repartição de finanças. Então cá vai:

- A criança deixa de ser designada como utente, passando a ser tratada por cliente. A instituição passa a ter um contrato de prestação de serviços com os pais, assinado em 3 vias.

- Passa a ser obrigatório que a criança tenha nº de identificação fiscal e nº de segurança social.

Para quê? Porque caso haja um acidente, o seguro só paga à instituição se a criança estiver numerada como contribuinte e beneficiário da segurança social.

- Toda a criança tem de ter um caderno A5 onde a educadora responsável escreve o que achar mais relevante:

O bebé precisa de babetes, o bebé fez cocó esverdeado, o bebé não tem fraldas.

Cada recado destes deve ser assinado pela educadora e rubricado pelos pais. O caderno vai e vem todos os dias.
A educadora passa assim a ser uma funcionária administrativa.

Há mais umas quantas medidas idiotas mas estas foram as que retive como mais idiotas.
O mais patético disto tudo é que, apesar do cliente, agora contribuinte e beneficiário ter um ano de idade e frequentar uma escola da Segurança Social, apesar de levar e trazer um caderninho, o cliente M. que vai de carrinho para a escola, não tem uma rampa de acesso para carrinhos na entrada da escola mas sim, 4 degraus.

Porquê ? Porque como a escola é num bairro histórico não está autorizada a ter uma rampa de acesso porque ao que parece "desfeia a fachada".

Outra das particularidades desta escolinha, é que o pagamento mensal tem de ser realizado em dinheiro vivo. Não têm conta bancária porque são uma IPSS e não aceitam cheques porque no passado já tiveram problemas de cheques sem cobertura.
Não me interpretem mal. Eu acho que as creches devem ser inspeccionadas vezes sem conta para que o serviço seja o melhor possível. O que não me parece bem é a incongruência destas medidas quando há outras, muito mais importantes para serem tomadas. Mais ainda, acho que uma educadora de infância tem como missão tratar das crianças e não transforma-se numa burocrata.

Hoje fomos

Inscrever-nos na creche que começará a frequentar no próximo ano lectivo :)
Ainda esteve, muito entretido, a brincar um bocadinho com os seus futuros colegas; uma menina veio logo ter com ele e começou descaradamente, nas minhas barbas!!, a cobri-lo de beijos... ai, ai, temo o pior deste Minúsculo!!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Sempre à procura do chupêtão

Pela casa toda, porque anda muito aflitinho das gengivas.
Mais um dente para este Minúsculo: Henrique - o oitavo, claro!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A propósito do que lia hoje

Ter birras é normal. Nunca as ter (...) indica mais frequentemente uma disfunção a nível da gestão de sentimentos*, e como este Minúsculo a nível emocional sempre foi muito precoce - já me dizia a família, o pediatra e a Morgy desde há meses - já entrámos, há algum tempo, na fase da Dona Birra* - aquelas que envergonham até os pais mais descontraídos nos shoppings, aquelas em que vemos que as crianças entram claramente em disrupção entre o corpo e a mente, ou seja, os músculos e articulações mexem-se aleatoriamente, descarregando energia de forma desorganizada e inconsequente, e descarregando também agressividade* - quando ouve um simples não!
Não é para trocar a fralda, não é para se vestir, não é para tomar banho, não é para comer ou porque tem fome, é porque simplesmente foi contrariado :/
Felizmente, por enquanto mas espero que para sempre, conto-as pelos dedos de uma mão e só têm ocorrido quando já está demasiado cansado para lidar com a situação (As crianças não conseguem lidar com muitos sentimentos ao mesmo tempo.*). A coisa resolve-se muito bem deitando-o aos primeiros sinais de sono e não o estimulando demasiado nessa fase, o que às vezes não é possível e dá azo a situações muito pouco dignas de serem vistas e muito cansativas para a minha pessoa.
Mas a verdade é que algumas birras já lhe custaram uns quantos galos e às vezes temo pela sua segurança; é que à semelhança do Rodrigão também se atira para trás com a cabeça desamparada para se deitar a espernear!

OH VALHA-NOS DEUS o_O

*Mário Cordeiro in O grande livro da criança

Monsanto


Minúsculo e M. no Parque de Monsanto.
Um sítio muito giro para eles, com muito espaço para "pastarem" e baloiços para bebés.